O heptacampeão do mundo não partilha da opinião generalizada de que Todt vai prosseguir com a linha de decisões de Max Mosley, alegando, ao invés, que o francês irá renovar positivamente a Fórmula 1.
“Sei que algumas pessoas dizem que a presidência do Jean será uma continuação da liderança do Max. Apenas posso dizer que essas pessoas não conhecem o Jean”, começou por referir Schumacher numa carta enviada aos diversos clubes de automobilismo e divulgada pelo site Autosport.com.
“Ele tem os seus próprios conhecimentos valiosos, o seu programa e o seu estilo de liderança. Da minha experiência, ele irá implementar os seus planos para a FIA, à sua maneira, como elemento de uma equipa”, acrescentou. Schumacher reforça, aliás, a ideia de que Todt é um “jogador de equipa”, pelo que acredita em trabalho de conjunto para se obter melhorias visíveis para o desporto automóvel e para a segurança rodoviária.
“As suas características como a liderança, empenho e sabedoria são inquestionáveis, mas no meu ponto de vista, o seu ponto mais forte é encorajar o trabalho em equipa. Nos meus dias enquanto piloto pude presenciar a sua vontade de partilhar [tarefas] com grande sucesso”, terminou.
O alemão apelou, no entanto, para que alguns aspectos do trabalho da FIA, em especial no que diz respeito à contribuição para a segurança rodoviária, não sejam alterados.
“Desde que abandonei a Fórmula 1 tenho seguido a modalidade de perto e tenho lido muitas histórias que fizeram muito mal ao desporto. Tendo trabalhado com a FIA e com a Fundação da FIA em muitos projectos há mais de uma década, posso referir que sou muito próximo da FIA. É por isso que penso que é altura para existirem algumas alterações mas essas mudanças têm de ser feitas de forma cuidadosa por alguém como o Jean, que formou a equipa certa para, por um lado, apreciar os grandes avanços conquistados pela FIA e, por outro, concretizarem as mudanças”.











