Mudam as coordenadas, mantém-se a emoção. Pela primeira vez uma prova do Campeonato da Europa de Ralicross disputou-se na pista de Montalegre, em Trás-os-Montes, depois do Eurocircuito de Lousada ter recebido o evento desde 1991.
As grandes descargas de adrenalina ficaram reservadas como habitualmente para a final da Divisão 1, onde nas primeiras voltas Andreas Eriksson (Ford Fiesta) e o campeão Lars Larsson (Skoda Fabia) se entregaram a uma luta escaldante, que levaria os dois pilotos a alternarem na liderança com duas ultrapassagens idênticas e no mesmo local.
Quando parecia que Eriksson poderia dar ao Fiesta da Ford Suécia a primeira vitória no Europeu, a perda de uma roda na zona de terra da pista de Montalegre levaria ao abandono da interessante disputa com o seu compatriota. Larsson ficaria então com caminho livre para o triunfo.
João Tabaio (Ford Focus) conseguiria o melhor resultado entre os portugueses com um quarto lugar na Final C.
A potência checa
Na Divisão 1A e na Divisão 2 foram os pilotos da República Checa a controlar as operações. Zdenek Cermak impôs o Skoda Fabia na 1A. Hélder Ribeiro e Nuno Pacheco levaram os Citroën Saxo a um duelo nacional na Final B, com Ribeiro a perder apenas para Pavel Vimmer (Peugeot 206), e a terminar à frente de Nuno Cardoso (Peugeot 106), depois de um pião de Pacheco.
O melhor resultado de um português em Montalegre aconteceu na Divisão 2, onde Paulo Barros (Opel Astra) conseguiria um excelente segundo lugar, apenas atrás do checo Tomas Kotek (Honda Civic), claramente o piloto mais rápido da categoria onde correm os Grupo N de duas rodas motrizes e 2000cm3. António Lima (Citroen Saxo) e José Azevedo (Peugeot 306) seriam terceiro e quarto na Final B.:










