O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, pronunciou-se sobre a escalada do conflito no Médio Oriente, apelando ao regresso rápido à estabilidade numa região que acolhe provas de várias competições sob a égide do organismo.
A recente intensificação das hostilidades, após ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, desencadeou retaliações que afetaram vários países do Golfo e do Médio Oriente. O impacto fez-se já sentir no desporto automóvel, com o cancelamento de um teste de dois dias da Pirelli no Bahrein, devido ao encerramento de espaços aéreos e aeroportos. A situação deixou igualmente elementos da Pirelli e das equipas McLaren e Mercedes temporariamente retidos na região.
O calendário competitivo poderá também ser afetado. O arranque do WEC está previsto para o Qatar ainda este mês, enquanto a F1 tem etapas agendadas para o Bahrein e para a Arábia Saudita em abril. A FIA e os promotores das competições acompanham a evolução dos acontecimentos antes de tomarem qualquer decisão.
Em comunicado oficial, Mohammed Ben Sulayem afirmou:
“Na qualidade de presidente da FIA, os meus pensamentos estão com todos os afetados pelos recentes acontecimentos no Médio Oriente. Estamos profundamente entristecidos com a perda de vidas humanas e solidarizamo-nos com as famílias e comunidades atingidas.
Neste momento de incerteza, esperamos que prevaleçam a calma, a segurança e um regresso rápido à estabilidade. O diálogo e a proteção dos civis devem continuar a ser prioridades.
Estamos em contacto permanente com os nossos clubes membros, promotores dos campeonatos, equipas e colegas no terreno, enquanto acompanhamos a evolução da situação de forma atenta e responsável.
A segurança e o bem-estar orientarão as nossas decisões à medida que avaliamos os próximos eventos previstos para o Campeonato do Mundo de Resistência da FIA e para o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 da FIA.
A nossa organização assenta na unidade e num propósito comum. Essa unidade é agora mais importante do que nunca.”











