Carlos Barbosa reeleito Presidente do ACP

Por a 30 Abril 2015 23:34

Carlos Barbosa foi hoje reeleito Presidente do Automóvel Club de Portugal para o quadriénio 2015/2019. De um total de votos válidos de 30.997, a Lista B, ‘Mais ACP’ de Carlos Barbosa somou 20.791 votos (67%) enquanto a Lista A, liderada por António Raposo de Magalhães alcançou 10.206 votos (33%). Aqui fica o discurso da tomada de posse de Carlos Barbosa:

Lisboa, 30 de abril de 2015

Presidente da Assembleia Geral

Presidente da Comissão Revisora de Contas

Membros da Direção

Caras sócias e caros sócios do Automóvel Club de Portugal,

É com imensa alegria, enorme honra e o maior sentido de responsabilidade que aceitamos mais este mandato que nos foi concedido pelos sócios do Automóvel Club de Portugal.

Alegria, porque esta vitória significa que percorremos o caminho certo ao longo dos 11 anos que levamos na liderança do ACP. Optámos pelo caminho da modernização, do profissionalismo e do aumento exponencial dos benefícios para os sócios. Optámos por trabalhar para os sócios e não para a nossa glória pessoal. Hoje, os sócios do ACP reconheceram e valorizaram as nossas opções e o nosso trabalho.

Honra, porque a recondução na liderança do maior Clube português em número de sócios representa o nosso reconhecimento como homens de ação – característica essencial para gerir um clube com a dimensão do ACP, por um lado, e traço de caráter imprescindível para quem exige a si próprio não virar a cara aos problemas da sociedade moderna.

O maior sentido de responsabilidade, porque só com essa preocupação é possível manter o ACP como o Clube português que mais benefícios proporciona aos seus sócios, angariar um cada vez maior número de parceiros e prestar um crescente catálogo de serviços.

Em 2004 encontrámos um Clube parado no tempo e com o património em ruínas. Em 11 anos modernizámos o ACP, ao nível das infraestruturas e dos serviços prestados. O Clube passou a ter 15 unidades operacionais e transformou-se numa verdadeira ‘holding’ com seis empresas e um volume de negócios acumulado superior a 30 milhões de euros em 2014. Em benefício dos sócios, dos automobilistas e da cidadania.

Hoje o ACP tem uma palavra a dizer na sociedade portuguesa. A sua palavra é ouvida e respeitada. Nos últimos dois meses desta campanha defendemos o nosso trabalho perante os sócios. Prestámos contas aos associados sobre o trabalho realizado. Como dissemos no lançamento da nossa candidatura, os factos são indesmentíveis:

Recandidatámos-nos porque, apesar de termos feito um trabalho merecedor de aplausos, como os sócios reconheceram, a obra não está completa. Para a completarmos, reunimos a melhor equipa que era possível, composta por gestores e juristas do mais elevado nível que existe em Portugal.

Lamentamos que os nossos adversários não tenham optado pelo caminho das ideias e das propostas, o caminho que coloca o nosso Clube no patamar de elevação que merece. Não apresentaram uma única ideia inovadora e realmente estruturante para o ACP.

Mais grave ainda: usaram de expedientes eleitorais e de propaganda para procurarem denegrir o bom nome da instituição ACP e dos seus dirigentes, com calúnias e mentiras. Estranhamos que a candidatura concorrente nunca tenha apresentado uma única medida a implementar no Clube, a não ser duas que já existem há anos (Karting e certificação automóvel). Durante 11 anos, nunca vieram a uma Assembleia Geral, nem nunca falaram com a Direção do ACP para pedir esclarecimentos sobre que assunto fosse – património, contas, lucros, prejuízos, etc. –, porque nunca estiveram interessados no clube, servindo-se apenas do Clube para pedir favores.

Levará algum tempo a recuperar a imagem do Clube que estes sócios tentaram destruir, chegando ao inconcebível ponto de procurar capturar votos após o contacto abusivo com os associados nas suas moradas. Nestas eleições venceu a educação sobre a sobranceria e a maledicência, a

verdade sobre a mentira.

Os tribunais e as autoridades de investigação vão prosseguir o caminho para apurar responsabilidades de quem possa ter violado dados privados dos sócios e do ACP, para fins eleitorais ou de simples devassa, e a quem foram entregues. Por isso, o voto na nossa lista não era apenas uma questão de simpatia, de amizade ou de fé – era, verdadeiramente, o único voto que permitia garantir o futuro sustentável do ACP e preparar o Clube para os desafios que enfrenta nas próximas décadas.

Os sócios perceberam, claramente, o que estava em jogo nestas eleições: a manutenção do Automóvel Club de Portugal como um Clube pertencente aos associados e gerido em seu benefício. Os sócios foram, e serão sempre, a principal preocupação das Direções do ACP a

que presidimos. Foi por as pessoas se reverem nessa preocupação que o número de sócios cresceu mais de 41 por cento entre 2004 e 2014, passando para mais de 252.000. É sempre bom recordar a obra que foi feita, porque é no passado que se fixam as fundações do futuro.

Renovámos o património todo do ACP, aumentámos o número de delegações de 20 para 25, fazendo com que o Clube passasse a ter uma representação nacional, criámos e aumentámos uma série de serviços nas áreas da saúde, do turismo, dos seguros e da assistência em viagem. Nesta área, renovámos completamente a frota e investimos fortemente nas oficinas móveis, que são uma mais-valia notória relativamente ao serviço de reboque.

Conseguimos que o Rally de Portugal regressasse ao Campeonato do Mundo WRC e agora vamos levá-lo para o Norte do país, a zona onde tem mais adeptos, nos próximos quatro anos. Aumentámos substancialmente a representação internacional do ACP, com destaque para a presidência da Comissão WRC da FIA e a nossa presença nos dois Conselhos Mundiais da FIA – o do Desporto e o da Mobilidade Automóvel e Turismo. Promovemos inúmeras campanhas de segurança rodoviária e, na área da defesa da cidadania, lutámos pela transparência no setor dos combustíveis, batemos-nos pela alteração no registo automóvel e reivindicámos a fiscalização do ensino da condução. A mobilidade, a fiscalidade e a concorrência são pilares da defesa dos consumidores de que não abdicamos.

Enquanto presidente do ACP, sempre dei e continuarei a dar a cara pela defesa dos temas em que o Clube não deve deixar de tomar posição. Um presidente com medo do protagonismo não teria conseguido os resultados por nós alcançados na defesa da cidadania, dos automobilistas e dos consumidores, a nível local, regional, nacional e internacional.

O vosso voto garantiu que o ACP vai continuar no caminho certo. Mas há ainda muito por fazer. E por isso asseguro-vos o empenho máximo de

uma equipa renovada e de créditos pessoais inquestionáveis. Uma equipa com vontade e força para fazer cada vez ‘Mais ACP’. Vamos começar a trabalhar já para implementar as nossas seis grandes propostas para o mandato, que vão ter um impacto muito importante na vida dos nossos sócios.

A emissão de cartas de condução no ACP; a abertura de mais Oficinas ACP no País; a abertura do Centro de Inspeção Periódica Obrigatória ACP; levar o ensino das nossas escolas de condução ao resto do País; disponibilizar um serviço de ambulâncias ACP para transporte de doentes; e realizar o WRC Rally de Portugal no Norte nos próximos quatro anos. E, como de costume, vamos cumprir!

Vamos consolidar o ACP como instituição incontornável na mobilidade e na segurança rodoviária. Queremos deixar bem claras duas coisas: o ACP sempre se pautou pela defesa enérgica dos interesses dos seus sócios e nunca se deixou instrumentalizar por correntes partidárias ou por interesses políticos. Connosco, é assim que vai continuar. O lema da nossa candidatura foi sempre Mais ACP: mais vantagens, mais serviços,

mais sócios, mais paixão, mais mobilidade, mais segurança rodoviária, mais defesa dos sócios, mais desporto automóvel. É isso que nos move. Vamos tê-lo sempre bem presente, todos os dias, nos próximos quatro anos. Felicito todos os sócios que participaram neste ato eleitoral, manifestando interesse ativo na vida do Clube e no seu futuro.

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