“Se algum de nós dissesse que não estava nervoso quanto à fiabilidade não estaríamos a dizer toda a verdade, porque isso é possível. É uma preocupação”, afirmou Whitmarsh ao Autosport.com, acrescentando que “o quer que aconteça, queremos olhar para trás na noite de domingo e dizer que fizemos tudo o que podíamos – e esperamos que o melhor resultado”.
Antes de enviarem os monolugares para o Brasil, no entanto, todas as áreas potencialmente problemáticas foram revistas na fábrica, em adição a um novo esforço no que diz respeito a alguns desenvolvimentos no capítulo da aerodinâmica, com uma nova asa traseira.
“Foi feito tudo ao nível máximo que podíamos fazer. Há muita tensão, mas queremos uma corrida sem problemas – e foi feito muito trabalho nesse sentido. Ao mesmo tempo, trabalhámos muito no carro para o melhorar”, referiu ainda o responsável da McLaren.
Para Whitmarsh, contudo, melhor do que vencer, o mais importante será terminar e obter um resultado que permita arrecadar o título: “As duas primeiras curvas são muito importantes e o tempo pode desempenhar um papel fundamental. Por isso, julgo que será uma tarde muito tensa para todos – e certamente no campo da McLaren e da Ferrari”, disse.
Apesar de tudo, e das lembranças nefastas do ano transacto, Whitmarsh não sente dúvidas de que poderá sair do Brasil com um título. “Temos de olhar para o lado positivo. Lutamos pelos dois títulos, o que a maior parte das outras equipas não pode. Temos dois pilotos muito jovens, bons companheiros de equipa e sentimo-nos fantásticos enquanto equipa”, enumerou.
Uma última palavra para Lewis Hamilton, cuja abordagem a este grande prémio voltou a ser elogiada, enaltecendo a sua confiança e a sua calma antes de uma corrida que é decisiva.












