O Rali Dakar 2027 deverá realizar-se e terá apenas oito etapas, o que o tornará o mais curto da história, segundo Alexandre Correia, diretor da Revista Todo o Terreno. A organização poderá anunciar a decisão ainda esta noite.
A redução corresponde a cerca de um terço do número habitual de etapas dos últimos anos. Trata-se de uma exceção, motivada pela saída momentânea da Arábia Saudita. Apesar disso, o programa deverá decorrer integralmente num único país, como tem acontecido nas últimas edições.
A distância a percorrer em contrarrelógio não será muito inferior à habitual, o que mantém a competitividade da prova.
A solução foi apresentada às principais equipas em reuniões com dirigentes da ASO, a organização do Dakar, em Zagora, no sudeste de Marrocos, junto ao Sara. Os encontros decorrem desde as 10h30 de sexta-feira e aproveitam a realização do Rali de Marrocos, penúltima prova do Campeonato do Mundo W2RC. Pela ASO estão presentes o diretor da prova, David Castera, e o responsável pela ligação aos concorrentes, Charles Cuypers.
A informação sobre o número de etapas foi avançada pela publicação, que cita uma fonte próxima do processo. O país anfitrião e o percurso ainda não foram revelados.
A análise da questão
Em termos oficiais, o programa publicado pela organização continua a prever o Dakar entre 1 e 15 de janeiro de 2027, com prólogo e 13 etapas na Arábia Saudita. A partida e a chegada estão marcadas para King Abdullah Economic City, num percurso de 8390 quilómetros, incluindo 5320 cronometrados — o valor mais elevado desde a mudança para território saudita, em 2020.
Contudo, segundo informações recolhidas junto das equipas, a ASO apresentou duas opções durante reuniões realizadas em Zagora, à margem do Rali de Marrocos:
Plano A: manter o Dakar na Arábia Saudita, mas reformular o percurso para concentrar a prova mais a norte e evitar as zonas próximas da fronteira com o Iémen. Esta solução conservaria, em princípio, as datas e uma extensão próxima da inicialmente prevista.
Plano B: transferir a competição para Marrocos, com uma duração reduzida para oito dias e arranque depois de 6 de janeiro. Algumas fontes referem a designação provisória “Rally Merzouga by Dakar”, mas o nome também não está confirmado oficialmente.
A informação difundida por Alexandre Correia, diretor da Revista Todo o Terreno, refere-se especificamente a oito etapas. Outros meios descrevem, porém, uma prova de oito dias, sem esclarecer se esse período inclui prólogo, verificações ou dia de descanso.
Razões da alternativa
A revisão dos planos está relacionada com a situação de segurança no Médio Oriente e com as dúvidas manifestadas por equipas oficiais sobre seguros, deslocações de pessoal e garantias operacionais. A ASO afirmou em setembro que os rumores de cancelamento eram infundados e que continuava a preparar a prova com os parceiros sauditas.
A decisão poderá depender das garantias dadas pelas autoridades sauditas e da disponibilidade das equipas para participarem. As inscrições terminam em outubro e o embarque europeu dos veículos está previsto para 27 e 28 de novembro, o que limita o tempo para alterar o destino e a logística.









