As falta de ultrapassagens na Fórmula 1 continua a ser um problema que, cada vez mais, os responsáveis da modalidade sentem ter que resolver a breve trecho sob pena desta perder o ‘elan’ que sempre teve. Há quem se questione se fossem retirados todos os pequenos apêndices aerodinâmicos e as duas asas fossem só de um plano, as ultrapassagens voltariam à F1, ou a aerodinâmica já evoluiu tanto que nem assim tal é possível? Fique a conhecer a opinião de Luís Vasconcelos:
«Ora aqui está uma ideia que me passou pela cabeça há alguns anos – muitos até – depois de ouvir Alesi dizer que não tinha atacado Coulthard em Silverstone porque era impossível passar… Ora se nem o Alesi tentava, quem é que iria tentar? Mas fiquei desiludido com as respostas, quando falei com diversos engenheiros. É que derivas, deflectores, aletas e paredes verticais só dão migalhas – no máximo dez ou 15 quilos de carga aerodinâmica cada – e o conjunto que inclui a asa anterior, a asa posterior e o fundo plano gera mais de 600 quilos de carga aerodinâmica.»
«Acresce que o problema das ultrapassagens está no facto de não ser possível curvar muito perto do carro que nos precede pois a asa anterior deixa de funcionar. É aqui que está a maior dificuldade a ultrapassar e que só será possível combater com outras soluções: uma redução drástica das dimensões de todas as asas – coisa a que se opõem os responsáveis comerciais das equipas porque perderiam espaço para os patrocinadores – ou, a minha preferida, o regresso aos pneus slicks e super macios, para a aderência de origem mecânica se sobrepor à de origem aerodinâmica. Mas como foi Mosley que quis os pneus com rasgos e o homem raramente tem duvidas e nunca se engana… vou ter de esperar sentado pelo regresso dos slicks!»







