Tenha máxima atenção a esta questão: os 100 mil espetadores esperados na F1 de 2027 vão exigir rigor absoluto no planeamento e execução da sua ida e volta…
A gestão da mobilidade vai constituir um dos maiores desafios do Grande Prémio de Fórmula 1 previsto para junho de 2027 no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), conforme alertou João Oliveira, responsável pelas operações de segurança da infraestrutura, durante a quarta edição do S4 – Congresso Internacional Safety, Security, Service at Sports Events, que teve ontem lugar em Viseu.
FOTOS Paulo Maria/Interslide, Pirelli Media, Equipas
Intervindo no painel dedicado aos “Grandes eventos – F1”, João Oliveira apontou as principais dificuldades logísticas para acolher as mais de 100 mil pessoas previstas para o evento, sublinhando a escassez de infraestruturas ferroviárias ou subterrâneas na região: “É um dos nossos grandes desafios, porque não temos comboio, nem metro, temos uma única via principal com duas faixas de rodagem para chegar ao AIA, mas só uma para sair, e temos 12 mil lugares de estacionamento, que será reduzido, para receber os mais de 100 mil espetadores que estão previstos”, especificou o responsável.
O plano prevê uma redução da capacidade de estacionamento no recinto — atualmente fixada em 12 mil lugares — para cerca de sete a oito mil, de modo a reservar espaço para pilotos, convidados da Fórmula 1, jornalistas e para a operação de autocarros. Deste modo, as vias de acesso ao autódromo ficarão condicionadas e reservadas prioritariamente ao transporte coletivo.
A aposta nos autocarros e os avisos aos espetadores
Face às limitações do transporte individual e rodoviário clássico, a organização vai privilegiar os autocarros e apela à atenção dos espetadores no momento da aquisição das entradas: “O transporte coletivo vai ser privilegiado, até pela sustentabilidade. O transporte individual como Uber ou táxi nem tanto, porque vai ter de deixar os passageiros mais longe, não vai ter acesso ao interior do AIA”, explicou João Oliveira, acrescentando que os espetadores terão de acautelar a reserva de transporte público no ato da compra do bilhete, sob pena de terem de estacionar em Portimão ou Lagos.
Para o dia de domingo, o plano contempla a circulação de 184 autocarros com o objetivo de transportar 62 mil espetadores, contabilizando um total de até 105 mil pessoas no recinto, incluindo profissionais e convidados. O responsável destacou que esta fasquia representa o dobro dos espetadores registados no Grande Prémio de MotoGP no AIA, lembrando que a prova de motociclismo beneficia de maior flexibilidade devido à deslocação de muitos aficionados em moto.








