Andy Cowell, chefe de motores da Mercedes, admite a surpresa que tem sido o domínio da ponta inicial da temporada de Fórmula 1 deste ano. Até agora, nenhum triunfo escapou aos alemães a pouco mais de um mês de se atingir a metade da época, com parte da vantagem da unidade motriz alemã a ter origem na separação do turbocompressor e da sua turbina, algo que elimina o ‘turbo lag’, torna mais eficiente o uso da energia híbrida e tem também benefícios aerodinâmicos.
Assegurando que nada é dado por garantido na fábrica de Brixworth, o responsável da Mercedes referiu, em entrevista à ‘Sky’, que “é uma surpresa brilhante. Coloca-se todo o esforço para chegar com algo que seja o mais rápido possível, mas não se sabe onde está face aos rivais até à primeira corrida”.
A montagem relativa ao turbocompressor e sua turbina pode parecer uma ideia simples, mas Cowell revelou que como todas as outras tem pontos positivos e negativos, surgiu de uma reunião de pessoas de vários departamentos, explicando que “surgiu de um grupo de pessoas do lado do motor, chassis e gestores de programas. Raramente é tudo positivo numa ideia, é necessário trabalhar e ver o que se pode fazer para mitigar os pontos negativos e o que se pode fazer para aferir de o positivo é mesmo positivo”. Por fim, Cowell assegurou que a Mercedes não está a olhar para o que é efetuado pelos seus rivais, afirmando que “só nos empenhámos com o nosso projeto”.










