Como esta análise engloba toda a temporada, convém lembrar que nas cinco primeiras corridas do ano Kimi Raikkonen esteve ao nível que dele esperávamos, antes de ter algum azar no Mónaco e muita infelicidade no Canadá e em França.
Depois, em Silverstone, foi a Ferrari a errar na estratégia, pelo que depois de oito provas disputadas o Campeão do Mundo de 2007 tinha a sua reputação intacta.
O pior aconteceu nas corridas seguintes, quando o finlandês perdeu por completo o duelo com Massa nas qualificações, raramente se mostrou a um nível aceitável nas corridas e quando teve hipótese de ganhar, em Spa-Francorchamps, acabou por errar, sentenciando a sua passagem a segundo piloto no seio da Ferrari.
Sem que o seu talento possa ser posto em causa, ficamos sem saber todas as razões do verdadeiro eclipse protagonizado por Raikkonen de Hockenheim até ao final do ano, sendo surpreendentes a sua incapacidade para inverter a situação, tanto a nível técnico como de motivação, o que não abona a seu favor.
Resta esperar que em 2009 o verdadeiro Raikkonen esteja de volta, para que a Fórmula 1 não perca um dos seus grandes talentos actuais.
Luís Vasconcelos








