Para o ex-piloto de Fórmula 1 Johnny Herbert, esta quarta vitória de Button nos últimos anos em condições de grande instabilidade climatérica revela a grande capacidade de adaptação do piloto da McLaren e a sua rapidez.
“Se fossem apenas uma ou duas vezes poder-se-ia dizer que era sorte. Mas ele consegue, repetidamente, estar no lugar mais alto do pódio sempre que as condições meteorológicas ficam instáveis – e isso significa que é mais do que apenas sorte”, refere Herbert na sua crónica no jornal The National.
“Button esteve excelente em Budapeste e mereceu inteiramente a sua vitória. Ele é o exemplo de que se pode ter sucesso tardiamente na F1. O que mais me impressionou na sua corrida na Hungria foi a sua capacidade de estar sempre com os pneus certos e a forma como não entrou em pânico ou cometeu qualquer jogada precipitada quando a chuva começou a cair e ele estava com os pneus mais duros para seco”, acrescentou.
“Ele pode nem sempre ser o mais rápido em ritmo puro e a sua forma na qualificação é muito inconstante, mas a sua capacidade de usar o cérebro em competição trouxe-lhe bastantes vitórias que provavelmente não teria conseguido. Tem a capacidade de manter-se calmo no calor da batalha e não cometer erros. Foi uma grande forma de celebrar os seus 200 grandes prémios na Fórmula 1. Levou muito tempo a chegar ao topo, mas agora que lá está deixa boa impressão dentro e fora da pista”, explicou.
“Button sempre esteve no topo ao longo de toda a corrida, tanto em piso molhado como em seco, ultrapassou quando era preciso e cuidou mais dos seus pneus do que Hamilton. A F1 não é sempre sobre ser mais rápido e o Button voltou a usar todas as suas capacidades para triunfar novamente”.










