Mario Illien, responsável pela Ilmor, confirmou a inscrição da sua empresa no processo de seleção de um fornecedor de motores alternativos para a Fórmula 1 que a FIA lançou. A apresentação de propostas está aberta até dia 23 de novembro, sendo que a ideia da FIA é que os motores não custem mais do que 7 milhões de euros. A Federação pretende que os construtores independentes se apresentem com V6 biturbo com 2.2 litros de capacidade, não sujeitos a limitações de fluxo de combustível, e cabe à FIA encontrar uma fórmula de equivalência entre este motor e os que os construtores já estão a utilizar, uma tarefa que parece demasiado complicada para ser bem sucedida. Nesta versão não haverá sistemas híbridos.
É claro que a maior parte dos envolvidos na Fórmula 1 acredita que o que Todt pretende é que a Mercedes, Ferrari, Renault e Honda aceitem vender os seus motores por preços substancialmente mais baixos do que acontece atualmente, utilizando este estratagema como forma de pressão. O francês insiste num teto de 12 milhões de Euros pelo fornecimento de motores por uma temporada, quando atualmente a Mercedes exige 16 milhões pelos seus V6, a Ferrari recebe 18 milhões de Euros por cada equipa que fornece e a Renault estipulou em 23 milhões de Euros o preço para potenciais interessados. Já a Honda não estabeleceu um preço, pois a McLaren está a vetar qualquer acordo comercial que termine com o seu contrato de exclusividade com a marca japonesa.










