O piloto polaco Robert Kubica, que admitiu recentemente que não deveria voltar aos comandos de um F1, procura um lugar numa equipa de topo nos Hypercars. Apesar de reconhecer a dificuldade da tarefa, mantém-se no mercado à procura de soluções.
Provavelmente um dos maiores talentos desperdiçados do automobilismo, Robert Kubica não teve a sorte de outros e um acidente roubou-lhe uma carreira que podia ter sido de grande sucesso. Mas em vez de ganhar título, resolveu ganhar o respeito de todos, nunca desistindo do seu sonho e da sua paixão. Andou pelos ralis, fez DTM e conseguiu o que muitos achavam impossível. O regresso à F1. Não foi um regresso muito feliz e as suas limitações, aliadas às limitações da Williams motivaram o fim de uma aventura. Apesar disso, manteve-se ligado à F1 com a Alfa Romeo a recorrer aos seus serviços nos simuladores, sendo piloto de testes e de reserva da equipa. Mas Kubica está agora focado nos Hypercars. Está ainda ligado à F1 mas o seu foco parece agora mudar para a categoria de topo do endurance. Já foi campeão no ELMS e ficou em segundo nas 24h de Le Mans em LMP2 este ano.
“Eu diria que me tenho esforçado muito e tentei estar na categoria superior”, disse Kubica ao Autosport.com. “Não creio que isto vá…ainda há algumas conversas por aí, mas já não parece tão simples. Penso que é um grande desafio para novas equipas e novos fabricantes de automóveis e o primeiro ano certamente será muito, muito exigente. Penso que a melhor hipótese que tenho é de continuar em resistência. Provavelmente, ainda estarei envolvido na Fórmula 1. Por isso, sim, são algumas peças que têm de combinar e depois juntá-las e espero que dentro de algumas semanas isto possa ser mais claro”.
“Estou a falar com algumas equipas para 2023, não necessariamente para 2023, mas para depois disso”, disse ele. “Mas como eu disse, é um pouco mais complicado, continuando na Fórmula 1. Não é tão simples. Além disso, alguns calendários não são tão fáceis de gerir, é assim que as coisas são”.
A Prema, equipa do polaco nas últimas épocas, está envolvida no projeto Lamborghini, mas esse é um cenário pouco provável, apesar de admitir conversas:
“Penso que podemos dizer que houve algumas conversas”, admitiu ele. “”Mas por agora posso dizer que dificilmente… é muito pequena a hipótese de eu estar envolvido nisto”.










