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Ni Amorim: CPV “revelou-se uma boa aposta” | AutoSport

Ni Amorim: CPV “revelou-se uma boa aposta”

Por a 1 Dezembro 2022 10:00

Uma velocidade a melhorar

Se os ralis e o TT em Portugal está bem e recomenda-se, a velocidade vive de ciclo em ciclo com 2022 a trazer o formato GT4+ TCR + GTC, uma fórmula que resultou na época de estreia e que o presidente da Federação, Ni Amorim vê agora com otimismo:

“Eu gostava que a velocidade estivesse melhor, mas demos um passo significativo. Este campeonato de Portugal de velocidade com estas categorias revelou-se uma boa aposta. Estava com muito receio no início do ano e nunca o escondi, pois apesar de o campeonato ter começado com 14 carros ou 15, já vi no passado começarem com o mesmo número de carros e terminarem com sete ou oito. Este campeonato manteve a média de carros, mesmo em Vila Real onde as pessoas têm receio de ter acidentes. Terminamos a época com 16 carros, o que foi bom porque isso abre perspetivas de que quem investiu em 2022, queira manter esses investimentos em 2023 e estou convencido, pelos contactos que o promotor me dá conta, que poderemos ter mais três ou quatro carros no próximo ano e, nessa altura sim chegaríamos a um nível que eu considero aceitável, porque temos muita concorrência ao CPV. Temos muitos troféus e com muito sucesso, cada um com o objetivo. Quando falamos da velocidade, temos de falar também da ANPAC e os clássicos são campeonatos fortes, com ótimo nível, muitos inscritos. Estão a trabalhar bem, a fazer boas provas e estive presente no Tributo ao Paulo Alves e verifiquei que foi um dia de corridas bestial. Qual era o sonho? Era fazer corridas de manhã à noite. E para isso era muito fácil, bastava a FPAK bloquear os circuitos, e se fosse preciso sinalizava, pagava e depois debitava aos promotores, escolhendo as datas e reagrupando tudo nesses fins de semana, com corridas de manhã, à noite, com provas non stop, pois é isso que o público gosta e é isso que quem vê em ‘streaming’ quer ver. Infelizmente em Portugal não é possível, pois temos demasiados troféus para podermos juntar tudo nos mesmos fins de semana, nem no verão. Já desisti da ideia, pois não podemos expulsar ninguém, mas é uma pena não os termos a todos juntos nos mesmos fins de semana. As corridas em Vila Real são muito interessantes e tem mais público do que todas as outras provas juntas em vários anos porque tem um programa que começa às oito da manhã e termina às oito da noite. Isso prova que as pessoas gostam desse modelo. Mas claro que em Vila Real temos limitações de tempo e levamos sempre os campeonatos nacionais. Se sobrar tempo para colocar um troféu como este ano, o troféu KIA, colocamos. Mas se vier o DTM como se fala, é difícil haver slots para meter os troféus, pois a obrigação da FPAK é dar prioridade aos campeonatos nacionais”.

Circuitos nacionais preocupam

Um dos problemas centrais na velocidade é o dos circuitos. Se Portimão está bem e recomenda-se, Estoril tem perdido provas internacionais e está constantemente com a sombra da compra por parte de outros interessados e Braga encontra-se fechado com uma luta entre as várias entidades interessadas. Ni Amorim explicou os problemas de cada pista e as possíveis soluções:

“O Estoril todos os anos se ouve por esta altura que o autódromo vai ser vendido. Já ouço isso há muitos anos.Mas temos de sensibilizar o governo de que se a pista for para vender tem de haver o compromisso que o circuito em si, tem de funcionar recebendo provas nacionais e internacionais, além dos testes e que toda a componente imobiliária não pode prevalecer em função disto, pois ficávamos apenas só com uma pista permanente em Portugal e uma pista que pode ou não haver, pois depende sempre da vontade do presidente da câmara que é Vila Real. Não podemos viver assim. A Parpública é a dona e faz o que quiser. Mas nos FPAK, temos a obrigação de dizer ́ vejam lá a quem vendem ́ porque isto tem de ter continuidade. O circuito tem uma história brutal em Portugal, mais de 50 anos, a F1 esteve cá várias vezes. O próprio estado investiu um 1.2 milhões de euros há três anos para reasfaltar a pista. A pista tem grau 1 (pode receber F1) e era uma pena se o autódromo fosse vendido apenas na componente imobiliária. A minha questão é, vão-se comprar casas por um valor caríssimo para depois ouvir os carros nos warm up às sete da manhã? Tudo isso tem de ser visto e podiam fazer algo tipo o complexo Ascari e, por exemplo, onde é o Hotel Sintra Estoril ser uma boxes onde as pessoas pudessem deixar lá os carros para serem assistidos. Onde as pessoas pudessem vir e ter o carro pronto para entrar em pista.”

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