Em Baku voltamos a ver pneus a cederem e a colocarem em risco a segurança dos pilotos. A Pirelli já enfrentou vários casos destes, mas este pode assumir contornos mais gravosos. Depois dos regulamentos terem sido mudados para ajudar os pneus a suportarem as exigências dos monolugares, a Pirelli introduziu um pneu com uma construção reforçada de forma a não vermos falhas como vimos em Silverstone, por exemplo. No GP do Azerbaijão vimos dois pneus falharem de forma idêntica.
A Pirelli desconfia que terão sido detritos a provocar a falha nos pneus de Lance Stroll e Max Verstappen, mas a opinião pública e alguns especialistas não estão tão certos. Este problema trouxe de novo o tema dos fornecedores de pneus, com alguns a defenderem que a única forma de melhorar os pneus é com a concorrência de outra marca. Por um lado esse conceito vai contra a nova lógica de eficiência e controlo de custos, mas por outro era mais um elemento para o espetáculo e a garantia que as marcas tinham de dar tudo para fornecer um produto de qualidade. O que se deve fazer para melhorar os pneus na F1? Mudar de fornecedor (uma hipótese remota dado os contratos em vigor com a F1 e a Pirelli)? Voltar à “guerra dos pneus”? Ou manter tudo como está, esperando que tenha sido apenas uma falha pontual?










