É uma das incógnitas do momento – Terá a Sauber capacidade financeira para realizar a temporada de 2016 do Campeonato do Mundo de Fórmula 1?
A equipa passa a imagem de que sim, mas a situação que se vive ‘entre portas’, com atrasos nos pagamentos aos funcionários em Hinwil, levanta dúvidas a esse respeito, segundo revela o jornal suíço ‘Tages Anzeiger’, que afirma que a continuidade da Sauber na modalidade é “extremamente incerta”. Certo é que a equipa vai estar presente no Grande Prémio da Austrália, primeira ronda do ano, a 20 de março. Daí para a frente… não se sabe!
Depois da época desastrosa de 2014, em que não marcou qualquer ponto em 19 corridas, a Sauber mostrou recuperar em 2015. Porém, 2016 não está a começar da melhor maneira. A Sauber apresentou-se na primeira fase de testes de pré-temporada com o monolugar do ano passado, o C34, apresentando apenas a 29 de fevereiro o novo, o C35. Na altura foi alegado que tal não significava um atraso no desenvolvimento do monolugar e sim um sinal de protesto pela antecipação do calendário. Inicialmente estava prevista que a primeira corrida do ano se realizasse em abril, para as equipas poderem ter mais margem para desenvolver os seus monolugares. No entanto, Bernie Ecclestone decidiu antecipar o começo de época, para haver espaço para as férias de verão.
Quanto aos atrasos nos pagamentos, a chefe da equipa, Monisha Kaltenborn, admitiu que havia salários em atraso a cerca de 300 funcionários em Hinwil. O motivo prendia-se com o envio do dinheiro por parte dos patrocinadores de Inglaterra e Suíça. A questão surgiu no jornal suíço ‘Blick’ e foi confirmada por Kaltenborn, que alertou que o problema não era o pagamento em si, mas sim a transferência. “Sim, isso está certo. Parte dos salários de fevereiro estão ainda pendentes. Arrependo-me imensamente disso. É uma pena. Com a transferência de uma grande quantidade de dinheiro de patrocínios vindos de fora, houve alguns problemas técnicos no envio. Vamos resolver isso. Vamos controlar os problemas atuais e sair desta situação infeliz. Lutaremos e sairemos disso, assim como nos últimos anos.”
Várias ‘pontas soltas’ que podem ser apenas isso… mas que juntas podem significar algo mais. A fragilidade económica da Sauber existe, resta saber até que ponto. Irá a equipa conseguir superar esta fase conturbada? Irá terminará a época? Marcus Ericsson e Felipe Nasr têm mais experiência na Fórmula 1, mas não irá ser fácil evoluir o C35 com tanta falta de dinheiro. Se o dinheiro de novos patrocinadores teimar em não aparecer, é mais uma equipa que se arriscar a desaparecer…











