Lewis Hamilton escapou a uma penalização por unsafe release, depois de ter atingido um mecânico da Ferrari na sua paragem nas boxes. O incidente foi investigado após a prova e os comissários atribuíram uma multa à Ferrari.
O incidente aconteceu na paragem de Hamilton, depois de ter cumprido uma penalização por contacto com George Russell. Durante uma paragem nas boxes feita imediatamente atrás do companheiro de equipa Charles Leclerc, após receber sinal para arrancar, atingiu um mecânico que se tinha movido tardiamente para ajustar a sua asa frontal. A Ferrari foi multada em quase 35 mil dólares por este incidente (10 mil de pena suspensa), após investigação dos comissários, sem que tenha havido qualquer penalização desportiva adicional. A Ferrari também terá de apresentar um relatório do incidente e introduzir protocolos que assegurem que tal não se volta a repetir.
Quanto à primeira penalização, Hamilton manifestou desacordo. Russell tentou ultrapassar Hamilton pelo exterior na entrada de Les Combes, na primeira volta, mas Hamilton, ao corrigir um desequilíbrio do carro, acabou por tocar no Mercedes que foi atirado para a caixa de gravilha.
Os comissários desportivos aplicaram a Hamilton uma penalização de cinco segundos, reduzida em relação aos habituais 10 segundos por causar uma colisão, uma vez que consideraram a primeira volta como circunstância atenuante. No entanto, Hamilton afirmou ter sido depois condicionado pelos danos sofridos no seu próprio carro.
“No fundo, foi simplesmente um fim de semana difícil”, afirmou Hamilton. “Assumo a responsabilidade pelo meu incidente de ontem, que teve depois um efeito em cadeia com o setup a não estar certo, e depois fora de posição na qualificação. Porque penso que, com o setup certo, poderíamos estar a lutar pelo segundo ou terceiro lugar, e isso significou partir mais atrás. E depois estava numa posição em que o George, obviamente… parecia que tinha perdido potência, e depois passou pelo exterior, e simplesmente houve um pequeno toque.”
“Fiquei com danos, e é lamentável ver a corrida dele terminar assim, porque nunca queremos ver isso. E depois, na corrida, fiz o melhor trabalho que consegui com os danos que tinha, e também com a penalização. Penso que foi um incidente de corrida, por isso, obviamente, não pensei que devesse ser uma penalização, mas é o que é.”
O próprio Russell classificou o toque como incidente de corrida, sem atribuir culpas ao #44 da Ferrari, que reconheceu ter ficado preocupado com o mecânico atingido:
“Estou a olhar para as luzes, e o carro, suponho que devo ir quando o carro sai dos macacos e arranquei. Depois vi-o à minha direita, e parei o mais rápido que consegui. Tudo o que conseguia pensar naquele momento foi naquela vez em que o Kimi [Raikkonen] tocou uma perna, foi isso que pensei inicialmente, mas ele levantou-se.”
Foto: MPSA










