Num ano em que houve apenas quatro mudanças e há apenas um rookie, fomos descobrir o que mudou em termos de pilotos na F1 desde 2014 e como se tem feito a renovação do plantel…
Olhando para o plantel de 2022 da Fórmula 1 a primeira coisa que salta à vista é que há apenas um rookie: Guanyu Zhou, isto num plantel que teve apenas quatro mudanças face a 2021: a Alfa Romeo é a única equipa com dois pilotos novos, pois saíram Kimi Räikkönen e Antonio Giovinazzi, entrando Valtteri Bottas (ex-piloto da Mercedes) e Guanyu Zhou (ex-piloto de Fórmula 2)
À Mercedes chega finalmente George Russell (ex-piloto da Williams) em substituição de Valtteri Bottas.
Na Williams, saiu George Russell para a Mercedes e entra Alexander Albon para assumir o lugar do inglês, após um hiato de um ano fora da F1.
Poucas trocas este ano, mas não tem sido assim. Desde que começou a era híbrida da F1 em 2014, Lewis Hamilton é o único piloto que se mantém na mesma equipa, a Mercedes. De resto, todos os pilotos trocaram de equipa no mesmo hiato.
Continuando na Mercedes, já referimos que Lewis Hamilton que esteve sempre na Mercedes, mas George Russell começou em 2019 na Williams onde esteve até ao final do ano passado, com uma breve passagem (uma corrida), pela Mercedes em 2020.
Na Red Bull, Max Verstappen começou na Toro Rosso em 2015, no ano seguinte substituiu Daniil Kvyat na Red Bull a meio do ano, e daí para cá manteve-se sempre na equipa.
Já Sergio Pérez, esteve sempre na Force India/Racing Point até 2020, passando o ano passado para a Red Bull.
Na Ferrari, Charles Leclerc chegou em 2018 à F1, à Sauber/Ferrari, mudando-se para a Scuderia Ferrari no ano seguinte 2019, onde permanece.
Carlos Sainz veio para a F1 em 2015, com a Toro Rosso, onde esteve até meio de 2017, rumando depois à Renault, onde esteve ano e meio antes de passar para a McLaren, equipa onde permaneceu dois anos, e agora está a começar o seu segundo ano na Ferrari.
Durante a era híbrida da F1, somente quatro pilotos passaram pela McLaren. Fernando Alonso, Carlos Sainz e agora estão lá Lando Norris e Daniel Ricciardo. O inglês está na McLaren desde que chegou à F1 em 2019. O australiano, esteve na Red Bull entre 2014 e 2018, foi para a Renault onde teve dois anos pobres e teve outro ano pobre na McLaren o ano passado.
Na Alpine, Fernando Alonso começou a era híbrida na Ferrari, em 2014, foi para a McLaren-Honda onde esteve quatro longos anos. Após dois anos fora da F1, regressou em 2021 com a Alpine.
Já Esteban Ocon começou na F1 com a Manor em 2016, foi dois anos para a Force India, perdendo depois o lugar para o filho do novo patrão, Lance Stroll. Após uma ano sabático fora da F1, o francês regressou em 2020 com a Renault e está agora na sua sucessora, a Alpine.
Na Alpha Tauri, Pierre Gasly começou na Toro Rosso em 2017, esteve meia época na Red Bull em 2019, mas regressou à Toro Rosso e daí para cá mantém-se na equipa que entretanto mudou de nome. Yuki Tsunoda chegou à F1 o ano passado.
Na Williams, Nicholas Latifi chegou em 2020 e por lá se mantém. Alex Albon chegou à F1 em 2019, fez meia época na Toro Rosso e foi logo para a Red Bull para o lugar de Gasly. Esteve lá ano e meio, e o ano passado ficou fora da F1, sendo agora ‘resgatado’ pela Williams.
Na Aston Martin, Sebastian Vettel estava na Red Bull em 2014, foi para a Ferrari em 2015 onde esteve até 2020. O ano passado mudou-se para a Aston Martin.
Lance Stroll começou na F1 em 2017 com a Williams, e tem estado dois anos em cada equipa. Dois anos na Williams, Racing Point e agora vai começar o segundo ano na Aston Martin. Vamos ver se quebra a tradição.
Na Alfa Romeo, Valtteri Bottas estava na Williams em 2014, em 2017 foi chamado pela Mercedes para substituir Nico Rosberg, e por aí ficou até ao final de 2021. O seu colega de equipa chinês, Guanyu Zhou, estreia-se na F1.
Por fim, na Haas, tanto Mick Schumacher quanto Nikita Mazepin estrearam-se em 2021 na F1.
É este o percurso do atual plantel da F1.
Nesta lista, entre os que estavam em 2014 e já não estão contam-se Nico Rosberg, Felipe Massa, Jenson Button, Nico Hulkenberg, Kevin Magnussen, Kimi Raikkonen, Jean Eric Vergne, Romain Grosjean, Dannil Kvyat, Pastor Maldonado, Jules Bianchi (faleceu na sequência de um acidente), Adrian Sutil, Marcus Ericsson, Esteban Gutierrez, Max Chilton, Kamui Kobayashi, Will Stevens, Felipe Nasr, Roberto Mehri, Alexander Rossi, Jolyon Palmer, Pascal Wehrlein, Stoffel Vandoorne, Ryo Haryanto, Antonio Giovinazzi, Kimi Raikkonen, Brendon Hartley, Sergey Sirotkin, Robert Kubica, Jack Aitken e Pietro Fittipaldi.
E no fim deste tudo, não se espera que haja mais uma mudança, mas pode acontecer: Lewis Hamilton não correr…











