Ross Brawn já falou das suas intenções no seu novo cargo no seio da Liberty Media. E o britânico já fez saber que pretende simplificar a Fórmula 1. O antigo diretor da Mercedes F1 Team e ex-diretor técnico da Ferrari tem pela frente um grande desafio como novo responsável técnico da modalidade, melhorando o espetáculo na pista. Nos últimos anos regulamentos complicados, uma interferência crescente de comissários quase relegaram para segundo plano as lutas pelo campeonato e pelas corridas, sendo muitas vezes culpados de retirarem atratividade à F1.
Brawn acredita que a modalidade pode ser simplificada e o espetáculo pode ganhar reduzindo a confusão que se tem instalado junto dos fãs. “Acho que a chave e o objetivo para o futuro é simplificar. Tenho assistido à F1 nos últimos anos como espetador e às vezes não percebemos que caminho se vai seguir na prova”, afirmou o britânico em declarações à Radio 5Live. “Este é um grande desporto, com uma combinação fabulosa de pilotos e as suas personalidades, a sua competição, bem como os carros e tudo o que os envolve. Precisamos apenas de ver como somos capazes de melhorar o espetáculo”, enfatizou Ross Brawn.
Questionado sobre o que é que na sua opinião os fãs da F1 desejavam, referiu: “Eles querem corridas e não têm visto isso ultimamente. Vimos uma grande competição entre dos pilotos na mesma equipa nos últimos anos, e isso não é culpa da Mercedes – eles fizeram um trabalho fabuloso. Penso que os fãs querem ver corridas, querem perceber o que se está a passar na corrida”.
“Há diferentes tipos de fãs, claro, e é ai que começa a complicação. Há os fãs que vêm às corridas, os que as vêm na televisão e os fãs que as seguem por outros ‘media’. É preciso encontrar o equilíbrio entre essas exigências”, reconheceu o novo ‘Technical Manager Director’ da F1.
“Queremos que a corrida, primeiro que tudo seja o maior grande espetáculo possível, por isso quando se venha a uma corrida no fim-de-semana se seja entretido do começo ao fim. Um entretenimento lógico. Sinto e sei pela experiência que a F1 tende a ser reativa. Isso é um problema, reage para fazer face a um problema mas raramente tem uma visão para um futuro a três a cinco anos”, sublinhou Brawn. “Por isso temos de perceber o que os fãs querem; eles querem entretenimento, querem corridas disputadas, querem ser capazes de perceber o que se passa. Acho que toda a gente concorda com isso. Agora é preciso encontrar o padrão certo com as equipas e as pessoas envolvidas nisso”, rematou o britânico
Nuno Barreto Costa










