Agora nas suas novas funções de responsável desportivo da Liberty Media para a Fórmula 1, Ross Brawn pede alguma calma a quem pensa que a disciplina vai sofrer uma volta de 180 graus,
O antigo responsável técnico da Benetton, Ferrari e Mercedes avisa que após 40 anos de ‘reinado’ de Bernie Ecclestone o começo da ‘era Chase Carey’ não vai mudar por completo a F1.
Brawn, que tem como função ser o elo de ligação entre a Liberty Media e as equipas, tem a consciência que as expetativas destas e também dos fãs são enormes, mas também quer que todos fiquem cientes que as mudanças têm de ser introduzidas de forma cautelosa.
“Queremos fazer com que o espetáculo seja o melhor possível. Cada decisão ter de marcar alguns objetivos. Vai fazer com que a modalidade seja melhor ou entreter mais os fãs? Vai torna-la mais económica? Há que dar tempo”, afirmou o britânico em declarações à BBC.
Há objetivos muto altos traçados por Chase Carey, que até fez alusão ao Super Bowl quando se refere aquilo que a F1 1quer ser como espetáculo desportivo. O norte-americano referia-se certamente às audiências e às receitas publicitárias.
Ross Brawn sabe que até um dia a F1 se poder comparar à grande final do futebol americano há um longo percurso. “Não se pode mudar uma modalidade tão complexa como é a F1 da noite para o dia, mas a mensagem é que estamos a fazer tudo para tornar este desporto viável”, reiterou.
“Espero que com a pressão contínua que podemos impor possamos guiar a modalidade para uma situação melhor. Há alguns problemas diretos mas a soluções vão demorar algum tempo a implementar”, acrescentou o britânico.











