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F1: Roland Ratzenberger morreu há 27 anos


Roland Ratzenberger morreu no mesmo fim de semana de Ayrton Senna, faz hoje, precisamente, 27 anos. Ao volante do medíocre Simtek, na volta antes do acidente fatal perdeu parte de uma asa da frente, que se quebrou em definitivo após a passagem pela Tamburello, quando seguia a mais de 300 km/h, com o despiste a dar-se na curva Villeneuve, onde embateu violentamente, até se imobilizar na Tosa.

O fim-de-semana fatídico começou, mal, logo na sexta-feira. Na primeira sessão de qualificação (nessa altura, não era como hoje, existiam uma sessão na sexta-feira e outra no sábado, sempre depois do almoço), Rubens Barrichello abordou depressa demais (em cerca de 20 km/h) a Variante Bassa, a cerca de 245 km/h. O Jordan levantou voo num corretor e foi atirado contra o topo das barreiras de pneus, imobilizando-se de rodas para o ar, após duas cambalhotas. Inconsciente desde o primeiro embate, o piloto foi primeiro tratado no local e depois transportado para o hospital de Bolonha, onde passou a noite, regressando são circuito no dia seguinte, mas sem autorização para correr.
A tragédia continuou no sábado: a vinte minutos do final da segunda qualificação, o austríaco Roland Ratzenberger (Simtek) falhou a curva Villeneuve e embateu com violência no juro de cimento, morrendo de imediato, com fratura da base do pescoço. O acidente foi provocado pela quebra de uma apêndice aerodinâmico dianteiro, danificado numa saída em Acque Minerali, na volta anterior; Ratzenberger seguia a 305 km/h quando isso sucedeu.
No domingo, o GP iniciou-se sob um manto de tristeza. Na largada, JJ Lehto ficou parado na grelha e sofreu o embate, por trás, do Lotus de Pedro Lamy. Os destroços voaram para as bancadas e feriram, com mais ou menos gravidade, nove espetadores. A corrida continuou atrás do “safety car” e, quando este se retirou, seis voltas depois, Ayrton Senna, que seguia na frente, saiu para a direita em Tamburello, batendo forte ni muro, com a parte direita do Williams. Uma peça da suspensão penetrou na junção da viseira dos eu capacete, alojando-se no cérebro e provocando a morte no local do piloto – embora ela apenas tenha sido declarada horas mais tarde, no hospital de Bolonha. Nunca se soube muito bem o que causou o despiste, quando o carro seguia a 306 km/h (Senna travou forte e acertou no muro a 211 km/h), mas acredita-se que terá sido uma quebra da coluna da direção.
A prova foi logo interrompida, com bandeia vermelha, sendo reatada 37 minutos após ao acidente. Michael Schumacher foi o vencedor e ainda está na nossa memória as celebrações do piloto da Benetton, justificando-as mais tarde por desconhecer o estado de Senna… Seja como for, ainda antes do pesadelo em que se tornou o GP de San Marino terminar, na volta 48, durante a sua paragem nas boxes, saltou a roda traseira direita do Minardi de Michele Alboreto, quando este já ía em direção à pista, colhendo dois mecânicos da Ferrari e outros dois da Lotus, que necessitaram de tratamento hospitalar.
Seja como for, com um saldo de dois pilotos mortos e um ferido, bem como nove espetadores e quatro mecânicos, este GP de San Marino foi uma das mais trágicas corridas de F1 da História. E mudou a face da F1 para sempre…