As receitas financeiras da Fórmula 1 aumentaram significativamente, graças à inclusão de mais dois Grandes Prémios no calendário, tendo sido o regresso das provas da China e da Emilia-Romagna, ambos ausentes no ano passado, apontadas como um fator-chave para os resultados apresentados.
A Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da F1, registou um aumento de 20% nas receitas do segundo trimestre do ano fiscal, com os lucros a subirem de 724 milhões de dólares para 871 milhões de dólares, em comparação com o período homólogo. Este aumento é atribuído à expansão do calendário da F1, com oito corridas realizadas este ano em comparação com seis no mesmo trimestre de 2023.
“A temporada de F1 está a ser marcada por corridas fenomenais, com sete vencedores diferentes em catorze corridas e margens mais curtas em toda a grelha”, salientou Stefano Domenicali na apresentação dos resultados financeiros. “Os seguidores nas redes sociais aumentaram mais de 30% em todas as plataformas da F1 e tivemos 3,7 milhões de participantes nas corridas durante a primeira metade da temporada, com dez lotações esgotadas. A F1 Academy está a ter um forte arranque na sua primeira temporada, com todos os eventos a decorrerem em simultâneo com os fins de semana de F1. Com a Sprint e a F2 e F3, contribui para a emocionante ação em pista e a trazer valor acrescentado aos nossos fãs, promotores e patrocinadores”, disse o responsável.
No entanto, o relatório financeiro também destacou um aumento nos custos, com as despesas totais a aumentarem 24%, de 519 milhões de dólares para 645 milhões. Apesar destes custos mais elevados, o desempenho financeiro global mostra que a adição destas corridas foi benéfica para o crescimento das receitas da F1.
O GP da China regressou após um hiato devido à COVID-19 e o GP da Emília-Romanha regressou após ter sido cancelado no ano passado devido a graves inundações na região italiana.
Foto: Mark Thompson/Getty Images/Red Bull Content Pool










