Com o Autódromo Internacional do Algarve a ser palco de tantas provas internacionais este ano – poucos palcos por esse Mundo fora têm esse privilégio – é óbvio que se faz uma comparação de ritmo de qualificação entre as várias modalidades.
Surge logo a comparação entre um F1 e um Hipercarro. São pouco mais de 12 segundos de diferença (F1: 1:18.348s – Hipercarro: 1:30.364s) na volta de qualificação, que espantará muita gente. É óbvio, que com uma nova regulamentação no WEC para a categoria maior da competição, ainda estamos para perceber quem levanta o pé e quem não o faz, – o mesmo nos disse Romain Dumas em Portimão – mas coloca-se a questão que é uma enorme diferença.
Outro pormenor, é pouca a diferença entre os hipercarros e os LMP2 (1:31.210s), algo que já tínhamos visto na primeira jornada do campeonato em Spa, quando os LMP2 foram mais rápidos nos treinos.
O traçado da F1 e o WEC era exatamente igual, – exceção feita às condições atmosféricas, temperatura de pista, etc. – já o MotoGP o traçado foi cerca de 60 metros mais curto. Ainda assim, cerca de 20 segundos mais que um F1 (1:38.862s), parece pouco para quem conduz um veículo de apenas duas rodas, num circuito cheio de altos e baixos e curvas “cegas”.
Para além deste exercício, importa realçar que isso só é possível, graças ao excelente palco que as competições encontram no AIA. Ninguém fica indiferente ao circuito, o que normalmente o que ouvimos da boca de quem interessa para o assunto, os pilotos, é que é um circuito “old school”, desafiante.












