Poderá a Mercedes dizer adeus à F1 em 2020?
Dieter Zetsche, presidente da Daimler, disse recentemente que não está nos seus horizontes uma mudança de estratégia da Mercedes quanto à F1 pelo menos até 2021, mas esta decisão agora anunciada pela FIA pode contribuir para a saída da Mercedes da Fórmula 1. Não é novidade para ninguém que a Mercedes era completamente a favor da manutenção do atual tipo de unidades motrizes pois ganhou uma vantagem tal, que se não for “apanhada a dormir na forma” as restantes construtoras podem aproximar-se, mas terão mais dificuldades em passar a Mercedes o que no contexto que se afigura para 2021 deixa de acontecer.
É público que a Mercedes já estava a trabalhar nos sistemas híbridos que chegaram à F1 em 2014, e quando arrancou a nova era, os alemães surgiram com um avanço ‘impossível’ de recuperar pelas restantes marcas a curto prazo, tal como se tem vindo a verificar. Este ano, apesar da margem da Mercedes para a Ferrari já se ter esbatido muito, ainda existe, isto para não falar da Renault e muito menos da Honda. Por isso, a decisão que a Mercedes vai tomar, é para já incerta.
Há muito que o futuro da Mercedes tem sido alvo de especulação, que se acentuou depois do anúncio da saída do DTM e a ida para a Fórmula E a partir de 2019, mas Zetsche deixa agora claro que a “Fórmula 1 está ligada à nossa história e à nossa marca, a F1 sempre foi uma disciplina que nos ajudou a desenvolver a marca e a torná-la mais jovem, pelo que por enquanto não vejo qualquer mudança de estratégia até 2021. O acordo que temos vigora até essa altura, e para já nem sequer penso nisso. Decidimos deixar DTM e começar um projeto na Fórmula E, pois de momento, esta disciplina é uma plataforma social e de Relações Públicas, embora queiramos contribuir para aumentar a qualidade da competição entre as equipas”, disse.
Isto não muda nada quanto ao que já se sabia, a Mercedes está confirmada na F1 até 2020, sendo que até lá, e faltam ainda três anos para a entrada de uma nova era de regulamentos na F1, dependendo do que for acordado, a Mercedes irá ponderar se lhes interessa ou não. Sempre foi assim e sempre assim será com este tipo de Construtores na F1.
Eis a lista de equipas/construtores e o respetivo número de épocas na F1.
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Frenando_Afondo™
1 Novembro, 2017 at 15:52
E se a Mercedes em 2021 voltar a dominar? Que vão dizer depois? Que temos de mudar de arquitectura no motor outra vez?
E se outra equipa sem ser a Mercedes dominar? Será que a FIA vai ficar toda contente por mais uma vez ter criado um ciclo de domínio artificial? Será que nessa altura essa equipa vai ficar calada e dizer que está tudo óptimo? 😉
Ca20081744
1 Novembro, 2017 at 19:04
Eu penso que a Mercedes está para ficar. Criou uma super estrutura que visa os Rankings de topo da Fórmula 1. Está (por mais uns meses) como quinto construtor mais vitorioso de sempre, mas passo a passo…Lotus a apenas 5 vitorias…Depois, mais difícil mas bem possível a curto prazo, a ver pelo passado recente… Williams a 35, com a Williams suplantada, o lugar no podium da F1 está garantido.E depois McLaren…Passo a passo o topo é possível.
Mcrae
2 Novembro, 2017 at 11:50
Ou apostam a sério ou então não faz muito sentido, eu como adepto dos desportos motorizados não gosto de ver as marcas a saltitarem. Por isso é que há equipas com carisma como Ferrari, Mclaren, Williams e depois há as outras.
Tal como para mim não faz sentido a Subaru ter abandonado o WRC, foi a modalidade que lhes deu visibilidade e prestígio e acho que deviam ter continuado.