A palavra desporto vem do francês antigo, ‘desport’, que significa ‘recreação’, ‘passatempo’, ‘lazer’. Surgiu na língua portuguesa no século XV, com o sentido de ‘divertimento’ e daí para cá tornou-se no que todos sabemos.
Mas praticar desporto “antes do dinheiro” e depois do dinheiro”, são coisas muito diferentes.
A pouco e pouco, o que começou como recreação e lazer, foi-se tornando cada vez mais competitivo, e também a pouco e pouco, o dinheiro começou a fazer parte do jogo.
Há muito tempo que é assim, mas nunca como nos tempos que correm, o desporto ultra profissionalizou-se e quando olhamos para o desporto mais popular do mundo, o futebol, o jogo evoluiu muito e obrigou todos à sua volta a evoluírem também. Os últimos a fazê-lo, foram os árbitros.
Há muito que os árbitros têm um acompanhamento físico e psicológico bem diferente do que era há 20, 30 anos, e recentemente, a tecnologia ajuda o desporto a ser mais fidedigno. Todos os desportos têm regras, mas é o ser humano que o joga ou arbitra e quando há ser humano, há falhas. É aí que entra a tecnologia.
No futebol, hoje a tecnologia vê foras-de-jogo ou outra coisa qualquer de centímetros, invisíveis a olho nú.
O dinheiro que circula no desporto, obriga a que este seja cada vez mais digno de crédito e confiança, fiel, confiável.
E isso só com a melhor tecnologia que existe para ajudar. O ser humano é muito mais falível que a tecnologia.
Até aqui a F1 não tinha precisado disso, mas depois de um dia muito mau do árbitro, que decidiu um campeonato, que estava muito perto de se decidir ao contrário, quem manda, entendeu que o melhor será usar a tecnologia para que se produzam melhores decisões. Não tenho a mínima dúvida que a tecnologia ajudará a melhores decisões.
Mas também não tenho dúvidas que vai continuar a haver algumas decisões mais polémicas, pois nem tudo pode ser (ainda) a tecnologia a deixar claro, pois se há algo que distingue e vai continuar a distinguir por muito tempo o ser humano das máquinas é a capacidade de pensar e de agir.
Com o novo Vídeo de Assistência ao Árbitro (VAR) a F1 será mais transparente daqui para a frente, e aconteça o que acontecer. Agora, só fica por perceber onde serão traçados os limites e não nos referimos aos limites de pista, pois esses são simples de resolver.
A FIA fez o que tinha a fazer, deixar tudo como estava, provavelmente nem seria bom para Michael Masi, pois ficaria sempre marcado pelo que sucedeu em Abu Dhabi 2021, e um árbitro dificilmente sobrevive depois de um erro desse calibre.
Sou completamente a favor do uso da tecnologia, basta ver quão impressionante é a sua evolução nas últimas décadas e como estamos cada vez mais dependentes dela para a maioria das nossas atividades do quotidiano.











