Este foi mais um fim de semana muito intenso de F1 no Bahrein. Quase no culminar de uma época em que o campeão foi o mesmo de sempre, Lewis Hamilton, sem que o seu colega de equipa tenha dado sequer sinais de poder fazer o mesmo que Nico Rosberg fez em 2016, eis que George Russell espantou meio mundo com o que fez como substituto do seu compatriota, que está de quarentena devido à Covid-19. É verdade que Bottas teve um fim de semana complicado, mas só ele sabe até que ponto mexeu com a cabeça dele o que Russell estava a conseguir fazer, sessão após sessão. Na corrida, aquela ultrapassagem do inglês a Bottas no braço foi um sinal muito forte que deve ter deixado muito pensativo Toto Wolff, até por tudo o que viu durante a corrida. Muita gente pode estar a bater na tecla “é o carro”, mas Bottas teve um igual, que conhece bem melhor e quem pareceu o rookie foi ele próprio tantos foram os erros que cometeu. Foi preciso a Mercedes ‘travar’ o seu piloto para que a história não tivesse tido um final perfeito. Acontece aos melhores, depois de tanto tempo a ganhar e a fazer tudo bem não há como não desculpar um erro destes. Quanto a Russell, quando quase já tinha ‘corrigido’ o erro da Mercedes, ao recuperar em pista, tendo já o líder da corrida à vista, um furo lento travou novamente o inglês, ‘roubando-lhe’ uma potencial vitória. E mesmo assim Russell ainda foi fazer algo que nunca tinha conseguido fazer, pontuar. Concordo em absoluto com Toto Wolff: Nasceu uma estrela.











