A McLaren pode realmente estar no bom caminho, mas seriam poucos os que acreditavam que a equipa liderada por Zak Brown pudesse estar neste momento a discutir a vitória com a Mercedes e Red Bull. Uma vitória seria expectável, mas depois de muitos anos de seca, conquistar o primeiro e segundo lugar em Monza foi notável, mesmo que os dois rivais pelo título, e principais atores no campeonato, não tenham terminado a prova por causa de um acidente que já foi amplamente discutido. Ter, na prova seguinte, a oportunidade de vencer novamente a corrida, é simplesmente notável. Neste caso, o facto de terem errado mostra apenas que ainda têm arestas para limar, mostra que ainda não estão num patamar tão alto como Mercedes e Red Bull. Qualquer pormenor na F1 ajuda a vencer, foi isso que aconteceu ontem. No entanto, falamos de uma equipa que recentemente tinha problemas de fiabilidade enormes, mesmo depois de trocar de fornecedor de unidade motriz. O upgrade de fornecedor de motores foi um dos pontos chaves no crescimento da McLaren. Não foi o único, com é óbvio, mas tem uma preponderância enorme.
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A troca da Honda pela Renault foi um passo importante para o ressurgir da equipa no meio da tabela, colocando jovens pilotos aos comandos dos seus carros para estes também se desenvolvessem, especialmente Lando Norris que foi claramente uma escolha para o futuro da equipa. Escolher a altura certa deixar de lado esse fornecedor e escolher um dos melhores motores que existem na Fórmula 1 foi o passo natural seguinte. Ou seja, o timing para trocar de motor foi excelente para Brown e companhia, juntando-se a Mercedes e Red Bull, equipas que têm um pacote (unidade motriz e chassis) de nível superior.
Vejamos: a Aston Martin/Racing Point teve resultados muito bons com o motor Mercedes e com um chassis que tinha muito da equipa campeã do mundo, se a McLaren não estivesse em pé de igualdade, teria dificuldades em dar o passo seguinte para subir na tabela classificativa. Tinha de mudar de motor, esperando que fosse muito melhor do que aquele que a Renault produziu. Acertaram.
Com esse passo dado, todo o resto (que não é pouco ou menos preponderante) foi trabalhado internamente. Têm um novo piloto, mais experiente, que pode ajudar no próximo ano, mesmo tendo tido dificuldades com o monolugar, aliado ao jovem piloto que deixou de ser promessa, mas que tem ainda muito para melhorar.
Como é óbvio, a concorrência direta também tem problemas e dificuldades, mas também está a melhorar. A Ferrari, por exemplo, luta pelo terceiro lugar e tem um pacote melhor que nas últimas duas épocas, mas tirando a corrida de Silverstone, não se consegue imiscuir na luta pela vitória. Mérito para a McLaren, que tem ainda vantagem para os adversários diretos e aproveita para “piscar o olho” às vitórias.











