Foi noticiado recentemente pela Bloomberg que o fundo de investimento público da Arábia Saudita (PIF) terá feito uma proposta aos atuais detentores dos direitos comerciais da Fórmula 1 para a sua aquisição. Segundo a mesma fonte, apesar da Liberty Media não ter aceitado a proposta do início de 2022, o interesse saudita mantém-se. Como já demos conta anteriormente, a Arábia Saudita tem interesse na Fórmula 1 e quer mais do que realizar um Grande Prémio por ano.
A notícia levou a uma curiosa troca de “mimos” entre o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, e a FOM. O primeiro avisou para a tentativa de inflacionar o preço da F1 e alguns dias depois o departamento jurídico da F1 enviou uma carta a ben Sulayem, que também foi distribuída às equipas, expressando consternação pela forma como as suas observações tinham “interferido” com o território dos direitos comerciais.
Um pouco à margem desta discussão parecem estar as equipas, mas Helmut Marko quis deixar a sua opinião sobre o tema. Em declarações à RTL, o consultor austríaco da Red Bull afirmou que a proposta poderia ser boa para a Fórmula 1, no entanto considera “que não seria tão bom” se a competição fosse detida por um fundo “de um país culturalmente diferente de onde se realiza a maioria das corridas”. Marko acrescentou ainda que “é uma transação comercial, e isso é mais provável que aconteça com alguém que cumpra os padrões corporativos normais, se quisermos colocar as coisas dessa forma”.
A verdade é que o peso dos países do Médio Oriente aumentou no seio da F1, mas nos últimos anos a FOM tem vindo a dirigir o seu esforço para o mercado norte-americano.











