Lewis Hamilton foi o principal protagonista da sessão de qualificação do GP da Turquia, tendo sido em todas as fases o mais rápido, aliás em todas as sessões até agora realizadas, com a exceção do terceiro treino livre. O décimo primeiro lugar da grelha seria o melhor cenário que o piloto poderia esperar e trabalhou para isso. Ainda assim, terá carros muito rápidos e que alguns que têm provado ser um “osso duro” para o Mercedes, como é o caso do McLaren de Lando Norris, o Alpine de Fernando Alonso e o Ferrari de Charles Leclerc.
Valtteri Bottas consegue o primeiro posto da grelha depois de sentir algumas dificuldades na Q1, mas não foi o único. Deu a volta à situação ao conseguir o segundo melhor tempo na Q2 e na Q3 ficou 0,198s à frente de Max Verstappen, ganhando a tal vantagem que Andrew Shovlin afirmou ser importante para a estratégia da equipa na corrida.
Na primeira volta rápida ficamos com a impressão que não fosse um pequeno erro de Verstappen numa das curvas do traçado turco e Bottas poderia não ser o mais rápido, mas o finlandês respondeu na segunda saída para a pista, depois do adversário não ter conseguido ser mais rápido.
Charles Leclerc não teve a sessão de qualificação mais fácil da sua carreira, mas conseguiu recuperar o compostura quando mais precisava e tratou de ser rápido, numa altura em que Pierre Gasly também o era. A atualização da unidade motriz trouxe melhor desempenho para o Ferrari, que bateu os rivais diretos pelo terceiro lugar no campeonato, o McLaren de Lando Norris.
Gasly provou mais uma vez, estar numa forma muito boa, só não tem tido muita sorte nas corridas. O francês retirou tudo o que conseguiu do Alpha Tauri durante todas as sessões até agora realizadas, culminando no quarto posto na grelha conquistado na Q3. Não fossem algumas más corridas e o francês poderia estar duas ou três posições à frente no campeonato.
Muito boa qualificação de Mick Schumacher, que passou à Q2 pela segunda vez este ano. Aproveitou a má qualificação – mais uma – de Daniel Ricciardo e a vaga deixada em aberto, batendo Nicholas Latifi, os dois Alfa Romeo e o seu companheiro de equipa.
Fernando Alonso também foi um piloto “mais” este sábado, mas em sentido contrário esteve o seu companheiro de equipa. Enquanto o espanhol conseguiu tirar o melhor dos pneus em condições frias na pista, Ocon teve algumas dificuldades e por isso ficou-se pela Q2. As condições eram traiçoeiras e talvez a experiência de Alonso tenha vindo ao de cima, mas Ocon não esteve no seu melhor.
Quem também não esteve no seu melhor, foi George Russell, Sebastian Vettel e muito especialmente Daniel Ricciardo. Russell teve um erro na saída da última curva e perdeu a possibilidade de passar à Q3, acreditamos. Vettel mostrou algumas dificuldades em manter a temperatura nos pneus, mas Ricciardo deveria ter feito muito melhor que o 16º lugar alcançado. Terá de analisar o seu desempenho esta tarde, retirar ilações e juntos com a equipa, estudar as melhores estratégias para recuperar posições amanhã e ajudar a equipa a garantir pontos. Na luta pelo terceiro posto do campeonato de construtores, perder pontos não é uma opção.










