GP Singapura F1, TL1: Lewis Hamilton foi 0.084s mais rápido do que Max Verstappen

Por a 30 Setembro 2022 12:12

Foi um tempo muito interessante registado por Lewis Hamilton na sua volta mais rápido ao circuito de Marina Bay no primeiro treino livre do Grande Prémio de Singapura. O piloto britânico da Mercedes passou para o topo da tabela de tempos no últimos 5 minutos da sessão, com pneus macios montados no W13, estabelecendo o tempo de 1:43.033s que relegou Max Verstappen, que liderou a tabela de tempos durante grande parte da sessão, para o segundo posto apenas 0.084s mais lento do que o britânico. A fechar os três mais rápidos do treino ficou Charles Leclerc (+0.402s) que no início da sessão teve problemas nos travões do F1-75 e esteve algum tempo parado na sua box.

Logo atrás do trio da frente, Sergio Pérez terminou a sessão de treino com um melhor tempo do que George Russell, Carlos Sainz, com algumas questões que não o agradaram no set up do Ferrari e que esteve muito perto de bater nos muros de proteção do circuito, Esteban Ocon e Lance Stroll, que apesar de terminar com o oitavo tempo mais rápido, bateu no muro e teve de abandonar a sessão, obrigando à suspensão do treino sob bandeira vermelha.

Pierre Gasly e Fernando Alonso fecharam os dez mais rápidos.

Os pilotos da Mercedes estiveram grande parte da sessão a trabalhar em simulações de corrida e não faziam parte dos mais rápidos até aos instantes finais do treino, mas depois de montarem pneus macios nos W13, primeiro Russell e depois Hamilton, passaram para posições cimeiras da tabela de tempos. Hamilton terminou o treino sendo o mais rápido, mas ficou a ideia que Charles Leclerc pode ainda recuperar algum tempo, principalmente no primeiro setor. Max Verstappen foi quase sempre o mais rápido e apenas Sergio Pérez e depois o monegasco da Ferrari, antes de Hamilton, que conseguiram acompanhar o neerlandês. O mexicano da Red Bull ficou sem transmissão na fase final do treino e teve de parar na box, por isso, tem ainda algum espaço de manobra.

Filme da sessão:

O primeiro treino livre do Grande Prémio de Singapura começou com 74% de humidade e uma temperatura de 30 graus, o que coloca uma exigência enorme no físico dos pilotos.

Charles Leclerc avisou a equipa que havia algo de errado com os travões do F1-75, levando o piloto a parar na box e os mecânicos estiveram a analisar essa questão. Entretanto, Valtteri Bottas colocou-se no topo da tabela de tempos com um primeiro registo de 1:51.264s, batido logo depois por Kevin Magnussen, com o tempo de 1:51.074s.

Depois dos primeiros dez minutos de treino, Carlos Sainz, Sergio Pérez e Max Verstappen passaram para o topo da tabela de tempos com pneus médios, com o melhor registo por volta a pertencer ao neerlandês com 1:45.466s, depois de Fernando Alonso ter também efetuado uma volta rápida anteriormente.

Depois de George Russell ter batido nas proteções do traçado de Marina Bay com a frente do carro, e em princípio não danificando o seu monolugar, Max Verstappen melhorou o seu anterior registo, estabelecendo o tempo de 1:44.748s.

Lando Norris, o piloto com o maior pacote de desenvolvimento apresentado por qualquer

equipa da grelha, também avisou a equipa que sentia demasiadas oscilações (bouncing) no seu McLaren.

Ao final dos primeiros 20 minutos, Charles Leclerc ainda não tinha nenhum tempo registado e ainda estava fora do carro, depois dos problemas sentidos nos travões. Apesar dos problemas, o monegasco saiu para a pista ainda antes da sessão chegar a meio da sua duração. Mais ou menos na mesma altura, Verstappen estabeleceu o tempo de 1:44.236s entrando depois na box, enquanto Alonso passava a dividir os dois Red Bull. Pérez estava 1,6s de Verstappen naquele momento e o espanhol a 1.100s.

De regresso aos comandos do Williams FW44, Alexander Albon subiu ao sétimo posto da tabela de tempos com pneus médios. Só Lando Norris e Mick Schumacher, além do piloto tailandês da Williams, tinham registado um tempo por volta rápido com este tipo de mistura de pneus.

A pouco mais de 25 minutos do fim da primeira sessão de treinos livres, os mecânicos da Alpine estavam a trabalhar no monolugar de Fernando Alonso. Por essa altura, Lance Stroll ascendeu ao segundo posto da tabela de tempos, ficando a 0.905s do tempo de Verstappen.

Carlos Sainz, que era o sétimo mais rápido a 22 minutos do final da sessão, quase estragava a pintura, ficando a milímetros de não bater no muro da pista de Marina Bay.

Já com pneus macios, Sergio Pérez estabeleceu o melhor tempo em 1:43.839s, logo batido pelo seu companheiro de equipa, baixando para 1:43.117s.

Pouco antes de Verstappen estabelecer o seu novo melhor tempo, Lance Stroll bateu nas proteções do circuito, no mesmo local onde Sainz esteve próximo de tocar no muro, danificando a suspensão traseira e tendo que parar o AMR22 em pista, o que levou à suspensão da sessão sob bandeira vermelha, numa altura em que o piloto espanhol da Ferrari ia começar uma nova volta rápida. Como acontece nestes casos, o tempo continuou a contar.

Sainz, Yuki Tsunoda e Nicholas Latifi foram os primeiros a sair para a pista no regresso da sessão à condição de bandeira verde. Faltavam 15 minutos para o final do treino.

Esteban Ocon subiu ao terceiro posto da tabela de tempos, atrás de Max Verstappen e Sergio Pérez, mas Carlos Sainz conseguiu bater o tempo do piloto francês da Alpine.

À entrada dos últimos dez minutos da sessão, Leclerc começou uma nova volta rápida, também com pneus macios, registando no final o segundo melhor tempo, a 0.318s de Verstappen.

Com os tempos a cair nos minutos finais, Russell ascendeu ao quarto lugar da tabela com melhor tempo que Carlos Sainz. Nessa mesma volta, Pérez teve um problema com a transmissão, regressando à box com os mecânicos prontamente a verificarem o carro do mexicano.

Também Lewis Hamilton vinha numa volta rápida e passou para o topo da tabela de tempos, com o crono de 1:43.033s, deixando Verstappen a 0.084s, que entretanto tinha montado pneus médios no carro e ter falhado ao ponto de travagem na sua primeira volta rápida com este composto.

Até ao final do treino as posições não se alteraram, com a maioria dos pilotos a regressar à pista com pneus médios.

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