O primeiro dia em Singapura deu resultados diferentes nos dois lados da box da McLaren. Se por um lado, Oscar Piastri terminou o dia com o melhor tempo, Lando Norris acabou algo afastado do tempo do colega de equipa.
Norris reconheceu ter tido um “dia difícil”, admitindo não ter encontrado as mesmas sensações que o levaram à vitória em 2024. O piloto da McLaren terminou a primeira sessão em sexto e foi quinto no segundo treino, marcado por duas bandeiras vermelhas e por um incidente insólito no pit lane, onde tocou no Ferrari de Charles Leclerc, danificando a asa dianteira. Apesar de minimizar o episódio, Norris sublinhou que há ainda muito trabalho a fazer antes da qualificação.
Questionado se o incidente com Leclerc tinha afetado a sua pilotagem, Norris respondeu: “Não, quero dizer, custou um pouco de dinheiro à equipa, o que é uma pena.”
Quanto as sensações no treino, reconheceu que ficou longe do que esperava: “Foi apenas um dia difícil para mim – não me senti muito bem com o carro, senti falta de todas as sensações que tive aqui no ano passado. Muitas coisas para trabalhar. Apenas um dia mau”.

Piastri contente
No outro lado da garagem, Oscar Piastri destacou-se ao liderar a tabela de tempos com um tempo de 1m30.174s. O australiano mostrou-se satisfeito com o comportamento do carro em pneus médios e macios, preferindo focar-se na performance de qualificação em detrimento de simulações de corrida.
“Acho que me habituei ao pneu médio no final, e depois com o pneu macio senti-me bem”, explicou o líder do campeonato. “Obviamente, não foi uma sessão muito representativa, mas o carro esteve num bom lugar. Sinto que aprendi muito hoje, e esse é o objetivo dos treinos, por isso foi um bom dia.”
“Aqui, a qualificação é uma parte importante do fim de semana – é uma parte importante em todo o lado, mas acho que, especialmente aqui, é uma das mais importantes. Por isso, é melhor qualificar-se mais à frente e lidar com as incógnitas da corrida do que qualificar-se mais atrás, mas sabendo exatamente o que vai acontecer na corrida, porque isso não o vai ajudar muito.”
Foto: MPSA / Philippe NANCHINO









