Com uma reta da meta com pouco mais de um quilómetro de comprimento, o Circuito Internacional de Losail terá apenas uma zona de DRS para a estreia no calendário da Fórmula 1. Seria difícil ter mais que uma zona, já que o restante traçado é composto por uma sucessão rápida de 16 curvas, esperando-se que obrigue os pneus Pirelli a “trabalharem” arduamente. Como tal, espera-se um grau de degradação razoavelmente elevado na corrida que fecha um ciclo de três provas consecutivas. Com curvas muito rápidas e encadeadas, a travagem para a curva 1 deverá ser o ponto de ultrapassagem preferencial dos pilotos.
A pista ainda tem o asfalto original de 2004, que oferece bastante aderência, mas que se tornou bastante abrasivo com o tempo. Apesar da presença de relva artificial estrategicamente colocada à volta do circuito para manter a areia do deserto afastada do asfalto, este pode ainda ficar coberto de poeira, afetando assim a aderência dos monolugares.
Em Losail, o complexo de curvas entre a 12 e a 14, lembra ligeiramente a famosa curva 8 na Turquia, na direção oposta, e que deverá produzir uma força lateral de 5.2g. Sendo uma corrida noturna, a temperatura da pista ao longo da corrida do GP deverá ser bantante mais baixa que a que se vai sentir nos treinos livres 1 e 3, que se realizarão durante o dia, por isso apenas o segundo treino livre e qualificação fornecerão alguns dados sobre as condições prováveis durante as 57 voltas da corrida de domingo.
Não havendo nenhuma série de apoio no Qatar, vai faltar um pouco de borracha no piso, para além de a areia poder fazer o mesmo que a chuva, ou seja, limpar a borracha que vai ficando no asfalto.
2021 representa a primeira vez que o Qatar acolhe o Mundial de Fórmula 1, com o país a assinar um acordo adicional de 10 anos para acolher a disciplina a partir de 2023.












