GP Qatar F1 – Notas AutoSport

Por a 23 Novembro 2021 15:28

Por Pedro André Mendes e Fábio Mendes

É chegada a hora de atribuirmos as notas aos pilotos e equipas, na análise final ao GP do Qatar:

 Mercedes – O “Leão” mostrou os dentes

Um fim de semana quase perfeito de Lewis Hamilton e da Mercedes. Mais uma vez os Flechas de Prata voltaram a vencer numa pista nova, o que tem sido um hábito nesta era híbrida e deram uma prova de força que preocupará a Red Bull para as últimas duas corridas. Hamilton dominou de fio a pavio, nunca largou a liderança e nunca foi pressionado. Uma corrida brilhante, depois de uma excelente qualificação. O banho de multidão no Brasil fez bem ao #44 que está agora numa forma tremenda. Teria de ser assim para travar a caminhada do não menos brilhante Max Verstappen. Valtteri Bottas teve um mau fim de semana. A tendência de melhoria que vinha evidenciando não se verificou no Qatar com uma qualificação discreta e uma corrida que começou mal, foi melhorando (excelente recuperação) e piorou com o furo. A melhoria de Bottas desde a assinatura com a Alfa é visível em pista, mas os resultados práticos dessa melhoria não são tão claros pois deixou que Sergio Pérez se aproximasse na luta pelo terceiro lugar.

Mercedes – Nota 9

Lewis Hamilton – Nota 9,5

Valtteri Bottas – Nota 7

Red Bull – “Damage limitation”

Muitas vezes referido para esconder desempenhos menos positivos, desta vez a Red Bull fez mesmo uma prova de limitação de dano. O circuito de Losail não parecia adequado ao carro da equipa, mesmo que Max Verstappen tenha sido mais rápido no treino 1. A qualificação foi agridoce: se Sergio Perez foi eliminado na Q2 e partiu de 11º, Max Verstappen conseguiu estar entre os Mercedes, mesmo não tendo ritmo desde o início da sessão para poder lutar com Lewis Hamilton pela pole. A penalização sofrida fez cair o neerlandês na grelha, mas uma excelente partida, fez com que logo no início da prova pudesse subir a 2º. A partir daí foi fazer boas paragens, escolher a melhor estratégia possível e esperar que Hamilton tivesse algum problema para herdar a liderança. Como não aconteceu, Verstappen terminou no segundo posto e com a volta mais rápida da corrida… limitação de danos, já que apenas perdeu seis pontos para o adversário pelo título, numa corrida em que podia ter perdido mais. Sergio Pérez fez uma excelente corrida, talvez o piloto do dia a seguir a Fernando Alonso. Nunca saberemos se podia ter ultrapassado o piloto da Alpine nas voltas finais se não tivesse ocorrido o Virtual Safety Car [VSC], mas é quase unânime que a primeira ordem de paragem parece ocorrer muito cedo na corrida para um piloto que consegue gerir muito bem os pneus. A nota à equipa não reflete o comportamento dos responsáveis da Red Bull durante o GP do Qatar.

Red Bull – Nota 7

Max Verstappen – Nota 9

Sergio Perez – Nota 8

Alpine – Olé, Alonso!

A época de Fernando Alonso já merecia um pódio. O piloto espanhol voltou à “velha forma” depois de um arranque a meio gás, mas onde já se via toda a sua qualidade. O Alonso está completamente adaptado à sua nova equipa, às exigências da F1 e é quase como se não estivesse feito uma pausa de dois anos. Fez o quinto lugar na qualificação e graças às penalizações subiu ao terceiro posto na grelha de partida, o que lhe deu uma oportunidade tremenda de conseguir o desejado bom resultado. Não facilitou e agarrou-se ao terceiro lugar com unhas e dentes, com uma gestão perfeita da sua corrida. Teve a sorte do seu lado e o VSC impediu Pérez de o incomodar no final, mas foi um prémio merecido. Esteban Ocon teve também um bom fim de semana e o quinto lugar é prova disso. Apresentou um ritmo consistente, ajudou o seu colega, atrasando o tanto quanto pôde Pérez e conquistou pontos importantes num dos melhores fins de semana da Alpine.

Alpine – Nota 8

Fernando Alonso – Nota 9,5

Esteban Ocon – Nota 8

Aston Martin – Risco compensou

Lance Stroll começou o fim de semana com um problema hidráulico no carro, mas conseguiu dar a volta à situação ainda no treino. Em qualificação, o canadiano ficou atrás do seu companheiro de equipa e foi eliminado na Q2, mas parecia ter mais ritmo, assim como Sebastian Vettel. Ficou a ideia que ambos tinham andamento para ter passado à Q3. Na corrida, sorte diferente para os dois pilotos. Ambos pararam uma vez e a estratégia compensou. Stroll terminou no sexto posto, o seu melhor resultado do ano e Vettel podia ter terminado junto ao seu colega de equipa, não fosse ter ficado “preso” atrás de Valtteri Bottas na partida. Desceu ao 17º lugar, por isso terminar no 10º posto e conquistar 1 ponto, no final só pode ser visto como positivo. A Aston Martin está isolada no sétimo posto (77 pontos), com poucas hipóteses de chegar à Alpha Tauri (112 pontos).

Aston Martin – Nota 8

Lance Stroll – Nota 8

Sebastian Vettel – Nota 8

Ferrari – Sorte abençoou a Scuderia

Depois de dois fins de semana muito bons, a Ferrari apresentou-se no Qatar abaixo do que já mostrou. Os níveis de degradação dos pneus preocuparam a equipa e a estratégia ficou condicionada com isso. Para piorar, uma falha no chassis de Charles Leclerc deu trabalho extra aos mecânicos e comprometeu a qualificação (boa recuperação do monegasco na corrida). No papel, a Ferrari deveria ter ficado atrás da McLaren (de Lando Norris em específico) mas na prática o azar da equipa britânica ajudou a Ferrari a marcar pontos importantes e a praticamente selar a questão do terceiro lugar. Nota para a dupla troca de pneus, executada de forma perfeita, o que nem sempre é o caso na Ferrari. São pequenos pormenores que denotam uma evolução positiva.

Ferrari – Nota 7

Carlos Sainz – Nota 7

Charles Leclerc – Nota 8

McLaren – Norris mais forte que a Ferrari, mas…

Está claro, se é que existiram dúvidas, que Lando Norris é o piloto mais forte da McLaren esta época. No Qatar conseguiu ser mais forte que os dois pilotos Ferrari, mas o furo perto do final da corrida, retirou a hipótese que tinha de terminar entre o 4º e o 5º lugar. Ainda conseguiu recuperar e terminar no nono posto, somando os únicos dois pontos da equipa, contra os 10 somados pela Ferrari. Com ou sem problemas no carro, Daniel Ricciardo nunca esteve ao nível do companheiro de equipa. No final, o 12º lugar até parece caído do céu, porque os dois pilotos da Alpha Tauri mostraram ter mais ritmo que o australiano.

McLaren – Nota 6

Lando Norris – Nota 7

Daniel Ricciardo – Nota 5

Alpha Tauri – A desilusão do fim de semana

O fim de semana começou bem para a Alpha Tauri, que mostrou um andamento muito interessante, com destaque para o inevitável Pierre Gasly que na qualificação foi quarto, em mais um desempenho notável. No entanto, a sua última tentativa na Q3 resultou numa asa partida e um furo que danificou o carro. Se essa foi a causa para o terrível desempenho no domingo, ainda não se sabe, mas a verdade é que nem Gasly, nem Yuki Tsunoda (oitavo na qualificação) terminam nos pontos, deixando escapar a Alpine na luta pelo quinto lugar. A desilusão do fim de semana de uma equipa que prometeu muito mas não cumpriu.

Alpha Tauri – Nota 4

Pierre Gasly – Nota 5

Yuki Tsunoda – Nota 4

Alfa Romeo – Fim de semana pobre

Os Alfa Romeo nunca estiveram muito à vontade no traçado de Losail. Sem ritmo na qualificação para sequer pensar em passar à Q2, terminar a corrida à frente dos Williams e dos Haas foi o melhor resultado possível. Kimi Raikkonen foi o melhor dos dois pilotos da equipa, enquanto Antonio Giovinazzi não conseguiu manter o mesmo ritmo do colega. Não fosse o furo dos dois Williams e o consequente abandono de Nicholas Latifi, o italiano podia ter ficado atrás dos adversários.

Alfa Romeo – Nota 5

Kimi Raikkonen – Nota 6

Antonio Giovinazzi – Nota 5

Haas – Alguns pontos positivos

Para uma equipa que está condenada ao último lugar, pouco há para dizer, mas o ritmo colocado em pista não foi muito mau e na qualificação, Mick Schumacher não ficou muito longe de Antonio Giovinazzi. Na corrida fez valer a sua consistência e saiu com nota positiva do Qatar. Nikita Mazepin teve o azar do seu lado. Um chassis danificado no TL1 (ausência no TL2) e uma Unidade de controlo eletrónico defeituosa no terceiro treino fez com que o piloto russo fizesse pouco mais de dez voltas na preparação para um GP novo para a equipa. Não foi o cenário ideal e o russo pagou a fatura, quer na qualificação, quer na corrida.

Haas – Nota 4

Mick Schumacher – Nota 6

Nikita Mazepin – Nota 4

Williams – Azar no final da corrida

A Williams, à semelhança da Alfa Romeo, esteve longe de outros desempenhos da época. Somando a estratégia de apenas pararem uma vez, que fez com que ambos os carros tivessem furos nos pneus no final da corrida, não foi um fim de semana bem conseguido por parte da equipa. Sem conseguir chegar aos pontos, poderiam ter optado por uma estratégia de duas paragens, tendo pneus mais frescos para as voltas finais. George Russell terminou apenas à frente de Nikita Mazepin e Nicholas Latifi abandonou. Longe da Williams que vimos a meio da temporada.

Williams – Nota 4

George Russell – Nota 5

Nicholas Latifi – Nota 4

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4 comentários

  1. ...

    23 Novembro, 2021 at 17:55

    Stroll foi 6º tem 8, Vettel foi 10º tem 8??? ok…

  2. Homem do Leme

    23 Novembro, 2021 at 18:31

    Hamilton, Verstappen e Alonso para mim são todos nota 10!
    Quanto a dar uma nota 4 à Haas deve ser para rir…

  3. O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada

    23 Novembro, 2021 at 19:45

    Até posso concordar com as notas de Hamilton, Verstappen e Alonso…agora atribuírem a mesma nota a Stroll e a Vettel quando um terminou em 6º, e o outro num modesto 10º, só mesmo com grande benevolência para com o alemão…

    Cumprimentos

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