O GP de Portugal será uma corrida difícil do ponto de vista estratégico. Além do vento que deverá continuar a dificultar a vida aos pilotos, há também a questão dos pneus.
Com a superfície ainda pouco aderente do traçado de Portimão, as borrachas mais macias terão tendência a degradar-se facilmente com o famoso “graining” a ser um fator determinante para quem começar com os pneus macios. A vantagem está do lado dos pilotos com pneus médios que poderão fazer um primeiro stint mais longo, para depois “calçar” os duros, uma vez que os macios não são claramente a melhor opção para a corrida. Assim a gestão e o momento em que os pilotos irão entrar na box pela primeira e única vez na corrida, com a estratégia de uma paragem a ser a mais rápida, determinará muito da história desta prova.
O diretor desportivo da Ferrari, Laurent Mekies, acredita que o resultado do GP de Portugal será provavelmente decidido por uma “enorme” batalha estratégica entre os pilotos que começam nos médios e os seus rivais que começarão com os macios:
“Pensamos que vai ser uma enorme luta entre os carros que começam com os macios, e os que começam nos médios. Parece obviamente uma corrida de uma paragem, mas quanto tempo é que o soft vai durar? Depois temos os pilotos que começam com os médios que, com certeza, terão uma primeira parte da corrida melhor, mas depois provavelmente terão de recorrer aos pneus duros a alguma fase da corrida. Então a questão tornar-se-á antes do fim: quão lento são os pneus duros em comparação com os médios? Por isso penso que vai ser super interessante ver como isso se desenvolve. Ninguém tem a resposta. Penso que vai ser muito renhido entre as várias combinações”












