GP Miami F1: Modo boost proibido em pista molhada

Por a 30 Abril 2026 17:04

A FIA introduziu mudanças regulamentares a partir do Grande Prémio de Miami de 2026, com o objetivo de tornar os carros mais seguros em condições de piso molhado. As alterações resultam do feedback dos pilotos sobre o comportamento agressivo da nova geração de monolugares na chuva.

Os carros de 2026 apresentam três características que os tornam particularmente difíceis de controlar em condições molhadas: o motor elétrico de 350 kW fornece um torque quase instantâneo com o potencial de destabilizar a traseira à saída de curvas; os pneus são mais estreitos, reduzindo a aderência mecânica; e o downforce aerodinâmico foi reduzido. Mesmo em piso seco, o uso do boost revelou-se problemático, como ficou evidente no Japão, onde gerou diferenças de velocidade perigosas entre carros em duelo.

Para o piso seco, o boost foi modificado, mas não proibido: se o MGU-K estiver a trabalhar abaixo dos 150 kW, o boost só pode elevar a potência até esse nível; se já estiver acima dos 150 kW, pode atingir os 350 kW normalmente. Em condições de baixa aderência, o boost fica totalmente proibido, tal como o DRS estava anteriormente vedado na chuva, através de um novo artigo regulamentar que estipula a inibição do modo boost em Condições de Baixa Aderência. O modo de ultrapassagem mantém-se ativo na chuva, mas dentro dos limites impostos pelas novas curvas de potência para condições molhadas.

Revisão da Matéria

Boost — livre, para qualquer piloto

O piloto prime um botão no volante a qualquer momento e em qualquer ponto da pista para aceder à potência máxima da bateria. Pode usá-lo para atacar, para defender, de uma só vez ou distribuído ao longo da volta. A limitação é a carga da bateria disponível e a regra já explicada dos 150kW. Acima dos 290 km/h, a entrega de potência começa a diminuir progressivamente.

Modo Ultrapassagem — exclusivo do piloto perseguidor

Só fica disponível quando o piloto que persegue está a menos de um segundo do carro da frente no ponto de deteção. Se essa condição se verificar, na volta seguinte o piloto tem acesso a +0,5 MJ extra de energia e a uma capacidade de entrega aumentada. Ou seja, tem acesso a mais capacidade de bateria e a diminuição da entrega da energia elétrica acontece a velocidades superiores (340 a 345 km/h).

Nikolas Tombazis, diretor de monolugares da FIA

 “Do ponto de vista da segurança, uma área de intervenção diz respeito ao desempenho dos carros em condições de chuva. Ainda não tivemos uma situação verdadeiramente molhada, mas alguns pilotos já expressaram preocupações relativamente a corridas na chuva que possamos vir a enfrentar — que ter tanta potência pode ser problemático, tal como ter o boost completo na chuva.”

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