GP Miami F1, Lewis Hamilton: “Já agora tomem um chá enquanto decidem”
Foi um Grande Prémio desafiante para a Ferrari que, além de ter de gerir a falta de andamento, teve de encontrar a melhor estratégia para os seus pilotos que se encontraram em pista.
Já no último stint da corrida, Lewis Hamilton “calçou” pneus médios, enquanto Charles Leclerc colocou pneus duros. Hamilton estava atrás do colega de equipa, com pneus mais rápidos e pediu para que fosse feita a troca, tal como tinha acontecido na China. A equipa demorou a tomar a decisão e um agastado Hamilton respondeu “já agora tomem um chá enquanto decidem”. A decisão chegou pouco depois e Hamilton passou para a frente, mas não conseguiu a aproximar-se de Kimi Antonelli. Foi a vez de Leclerc pedir para regressar à posição de origem, uma troca de argumentos que também durou demasiado tempo.
Um fim de semana tenso na garagem da Ferrari, com dois pilotos descontentes com o ritmo e com as decisões.
No final da corrida, Hamilton reconheceu a frustração na troca de argumento:
“Eu poderia ter dito coisas muito piores no rádio”, acrescentou. “Têm de compreender que estamos sob uma enorme pressão dentro do carro. Nunca vamos conseguir transmitir as mensagens mais pacíficas no calor da batalha”, continuou ele. “Nem sequer era raiva. Pensei ‘Vá lá, malta, eu quero ganhar’”, explicou. “Ainda sinto o fogo. Consegui sentir um pouco dele a subir. Não me vou desculpar por ser um lutador. Não me vou desculpar, por ainda querer vencer. Sei que todos na equipa também querem, e acredito sinceramente que quando resolvermos alguns dos problemas que temos com o carro, estaremos de volta à luta com os Mercedes, com os Bulls. Vamos tentar algo diferente na próxima corrida, vamos continuar a trabalhar nos processos. Estou ansioso por uma altura em que talvez possa lutar por um pódio. Isso seria ótimo”.
“Compreendo perfeitamente a frustração”, disse Fred Vasseur, diretor da Ferrari. “Eles são campeões, querem ganhar corridas. Estamos a pedir-lhes que deixem o colega de equipa passar. Não é fácil. Nunca é fácil e não vi outra equipa que o fizesse hoje. É por isso que assumimos a responsabilidade de o fazer, porque é a política da equipa. Estamos a correr pela Ferrari em primeiro lugar e, honestamente, penso que, como equipa, fizemos um bom trabalho.”
Declarações de Lewis Hamilton no rádio
Declarações de Charles Leclerc no rádio
Foto: Philippe Nanchino /MPSA
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Pity
5 Maio, 2025 at 11:23
Que tal aprenderem com a Mercedes? Lembro-me de uma corrida (Japão?) em que Bottas estava na frente de Hamilton, que era mais rápido. Na esperança deste conseguir ultrapassar quem estava à sua frente, rapidamente a Mercedes deu ordem de trocarem as posições, mas com a ressalva clara de Hamilton devolver a posição se não conseguisse o objectivo, o que aconteceu sem dramas nem discussões no rádio.
...
5 Maio, 2025 at 12:58
A equipa de estratégia da SF chega a ser rídicula, demoram tempo e mais tempo a decidir aquilo que qualquer um de nós estava a ver que devia ser feito… Hamilton com médios frescos a perder tempo atrás de Leclerc (com duros), uma autêntica palhaçada. Pior ainda, pelo que ouvi na SKY F1, depois de tardiamente se terem decidido pela troca de posições avisaram apenas Hamilton. Segundo o Anthony Davidson que estava o ouvir o radio da SF, Leclerc não foi avisado dessa mesma troca de posições, uma palhaçada autêntica!
p.s. Ainda que não conte para nada, algum aziado deu-lhe um negativo (que já corrigi) sabe-lá porquê, até porque você não disse mentira nenhuma!
Mpabe Lyan
5 Maio, 2025 at 16:31
Por vezes parece que eles estão distraídos ou concentrados em outras coisas.
...
5 Maio, 2025 at 11:29
Andava aqui pelo menos um acéfalo, certamente ainda ressabiado pelo facto de Vettel ter sido corrido da SF, que dizia que a culpa era do Binotto…
Luis Filipe
5 Maio, 2025 at 13:11
Pois eu tenho uma opinião diferente pois sou contra a ordens de equipa seja ela de qual for. Se estão mais rápidos só tem que ultrapassar e provar que estão mais rápidos. Mas este tipo de choradeira infelizmente a muito tempo que existe. E no final ainda ia ser surpreendido pelo Sainz e numa manobra que ainda não vi ninguém comentar.
Manuel Araujo
5 Maio, 2025 at 19:03
patética gestão de corrida , uma anedota total…. já nem falo no carro… quiseram alterar quase tudo, em vez de melhorar a base do ano passado que na parte final do campeonato era competitiva e os resultados estão á vista… uma verdadeira comédia…. Se o Commendatore ressuscitasse corria todos á vassourada… o que era o que a direção deveria fazer a estrutura da equipa da F-1 , e trazer parte dos membros da equipa do WEC para ajudar…
Cágado1
5 Maio, 2025 at 21:06
Hamilton pode ter razão com a 1.ª decisão tardia, mas perdeu toda e qq razão quando demorou a deixar o Leclerc repassar, numa altura em que era muito mais rápido e ainda podia sonhar chegar ao Antonelli e, acima de tudo, quando lhe disseram que o Sainz estava a 1,4seg e ele perguntou “tb é para o deixar passar?” Teve sentido de humor, mas foi uma birrinha parva de um piloto maduro, que é principescamente pago para fazer o seu trabalho. No lugar do Vasseur, chamava-o a um canto e dava-lhe uma desanca que ele não se havia de esquecer.
Nrpm
5 Maio, 2025 at 23:35
Então a SF é incompetente e a culpa é dos pilotos que têm, e que devem ser chamados ‘á pedra’!? São muito caros, sim mas quem concorda com o cachet é o CEO. O bom senso dita o que foi comentado acima referindo o exemplo da Mercedes.
Respostas humoradas e originais, são bem melhores do que calão básico…
Conclusão, se quem decide souber decidir e gerir, não há polémicas só regras e um sistema claro.
Cágado1
6 Maio, 2025 at 11:00
Leste bem? Eu não reclamo com as 1.ªs críticas do Hamilton, são totalmente compreensível. A última é escusada, pq era a decisão certa e passou dos limites. O Hamilton é um mero empregado – caro e mediático, mas um empregado.