GP México F1: Hamilton e Vasseur descontentes com a penalização

Por a 27 Outubro 2025 13:12

Lewis Hamilton deixou o Grande Prémio da Cidade do México profundamente desconte e crítico em relação à decisão dos comissários de lhe aplicarem uma penalização de 10 segundos por sair de pista e regressar ganhando vantagem, numa disputa com Max Verstappen. A sanção fez o britânico cair da luta pelo pódio para o oitavo lugar final, reacendendo o debate sobre a consistência das decisões de na Fórmula 1, tema também sublinhado pelo diretor da Ferrari, Frédéric Vasseur.

A penalização surgiu após Hamilton ter bloqueado as rodas ao travar para a Curva 4, durante uma luta direta com Verstappen, saindo temporariamente de pista e regressando à frente do rival. Os comissários reconheceram que o piloto da Ferrari excedeu a velocidade ao tentar seguir o percurso estipulado de regresso à pista, mas concluíram que este manteve uma vantagem indevida ao não devolver a posição, aplicando a penalização de 10 segundos.

A decisão foi alvo de críticas, não apenas por parte de Hamilton, mas também de Vasseur, que considerou o castigo excessivo quando comparado com outras situações semelhantes ocorridas na mesma corrida, incluindo uma saída de pista de Verstappen que não mereceu qualquer ação disciplinar. Para a Ferrari, a penalização alterou substancialmente o desfecho da prova, impedindo um resultado sólido entre os primeiros cinco classificados.

Hamilton mostrou-se incrédulo com a decisão, sublinhando a falta de coerência:

“Tive um grande arranque. Estávamos a travar para a Curva 1, continuei pela Curva 2 e 3, e não saí de pista. Outros cortaram a chicane, mantiveram a posição e não receberam penalização. É de loucos.”

Para mim, foi uma boa luta. Mas ele [Verstappen] corta a pista e acaba por não ser penalizado, e eu sou o único que recebe uma penalização.”

Hamilton explicou ainda o momento da saída de pista:

“Travei demasiado, danifiquei o pneu dianteiro, tentei entrar na via de regresso, mas é provavelmente o sítio com mais poeira do mundo. Depois o carro seguiu pelo relvado e acabei por regressar pela saída, mas era a via de retorno. Não sei realmente o que esperar daqui em diante, mas vou continuar a tentar. Amanhã acordo, treino, preparo-me. Não posso deixar que aqueles que não estão necessariamente a ajudar me impeçam de seguir em frente.”

Frédéric Vasseur também contestou duramente a decisão dos comissários:

“A penalização foi muito, muito dura. Isto custou-nos o quarto lugar. Uma coisa é aplicar uma penalização, porque não seguimos as notas do diretor de corrida. Mas 10 segundos? Não me lembro da última vez que alguém recebeu 10 segundos.”

“Se considerarmos o contexto geral, o Max cortou a chicane antes, foi pela relva durante 100 metros. Acho que a situação não foi bem gerida.”

“No México, quando se cai para o fim do grupo, é praticamente impossível recuperar. Isso mudou completamente a corrida. Com cinco segundos ainda teríamos ficado em quarto. Com 10 segundos perdemos tudo.”

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5 comentários

  1. jo baue

    27 Outubro, 2025 at 14:15

    Estas palavras vão para os jovens novos seguidores da F1, provavelmente alguns passarão por aqui, e antes que se deixem “doutrinar” pela máquina de propaganda dos donos deste wrestling:

    Todos os pilotos antes considerados protegidos ou sortudos, deixaram de o ser quando vestiram a camisola ( rossa) da Ferrari.
    Tocou ao Nando, tocou ao Vettel, agora toca ao Gigi. É a Ferrari bellezza. Por isso, vencer com a Ferrari vale mais. Tens que derrotar todos. Adversários, árbitros, “má sorte”.

    Reparem, também: Desde que chegou à Ferrari, o HAM sofreu quase tantas penalizações quanto numa inteira carreira de cinzento:

    — Desqualificação (China. Consumo do fundo).
    — 3 posições na grelha (( Mónaco, obstáculo ao Max na quali.)
    — Partida da box ( Mudança da PU).
    —5 posições na grelha ( Monza, não respeitou as bandeira amarelas na Holanda).
    — 5 segundos (Singapura, cortou a chicane)-
    — !0 segundos ( México, cortou a chicane)

  2. [email protected]

    28 Outubro, 2025 at 1:10

    Concordo com os comentários do Jo Baue.
    E digo mais. O Hamilton foi penalizado, enquanto um certo piloto corta pela grama e sai na frente de todos, depois abalroa os adversários, empurrando-os para fora da pista, nem advertência toma.
    Isso joga contra a parte esportiva deste negócio chamado F1.

  3. Pity

    28 Outubro, 2025 at 10:08

    Francamente, jo baue, até parece que todas as penalizações ao Hamilton foram injustas, motivadas por perseguição. Se o fundo estava mais desgastado do que o permitido pelo regulamento, e se teve de trocar para um quinto motor, queria o quê? Que fechassem os olhos porque o garantia4 não iria gostar?
    As da Holanda e do México, sim, são discutíveis, as outras não.
    Não se esqueça que, na Mercedes, também foi desclassificado pelo mesmo motivo, o ano passado. Vá… não seja tão faccioso.

  4. [email protected]

    28 Outubro, 2025 at 11:24

    O Hamilton tem o que merece. Sempre se fez de ingénuo e coitadinho. Parece-me pouco próprio de um 7 vezes campeão tanta lamentação.E já agora este infantário em que a F1 se tornou, com queixas dos adversários (e mesmo colegas de equipa) é vergonhoso. Voltem… Clark… Hill… Stewart e todos os que tinham um comportamento normal. Isto assim parece um jardim infantil. E afinal é o expoente máximo da competição automóvel.

  5. Pity

    28 Outubro, 2025 at 13:15

    Pois, meu caro “trabalho etc” você está a esquecer-se de que no tempo dos pilotos que citou não havia, ou não se transmitia, comunicações rádio, e não tinham 900 jornalistas prontos a ouvirem as queixas dos pilotos, o que não quer dizer que não se queixavam.

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