George Russell minimizou as expectativas de sucesso para a Mercedes no Grande Prémio de Las Vegas, apesar do segundo tempo registado pelo colega de equipa Kimi Antonelli na segunda sessão de treinos livres, sublinhando a competitividade apertada entre as equipas e as mudanças substanciais implementadas no monolugar este ano.
Russell, vencedor do evento nas ruas de Las Vegas há um ano, terminou o TL2 em sétimo lugar, a 0,435 segundos do tempo de Lando Norris, líder da sessão. Antonelli garantiu o segundo melhor registo, a escassos 0,029 segundos de Norris, mas ambos os pilotos da Mercedes enfrentaram dificuldades para completar simulações representativas de qualificação com pneus macios, condicionados pelas constantes interrupções com bandeiras vermelhas. Na avaliação do britânico, “não foi mau, estamos na discussão, mas há que ser realista”. Destacou que o carro evoluiu ao longo do ano, mas reconheceu que as alterações não resultaram em maior competitividade específica neste circuito face ao desempenho de 2024.
Hopping in for FP1 in Sin City with those helmets 😮💨 pic.twitter.com/G61OmFrb2U
— Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team (@MercedesAMGF1) November 21, 2025
Russell salientou a proximidade entre as formações de McLaren, Red Bull, Ferrari e Mercedes, alertando para o elevado nível competitivo: “Vai ser uma qualificação muito renhida. O Norris, o Verstappen e o Leclerc estiveram todos rápidos, e o Kimi também, por isso está tudo em aberto.”
Antonelli, por sua vez, abordou a importância da evolução da pista e da tática na qualificação, reconhecendo que pode ser vantajoso ser o último a sair para a pista quando as condições melhoram continuamente, mas avisa para o risco de novas bandeiras vermelhas que podem comprometer esta estratégia. Ambos os pilotos evidenciaram a necessidade de adaptação constante e da procura do equilíbrio correto entre risco e recompensa nas escolhas para Q3.
Russell concluiu: “Estamos no grupo da frente, mas é preciso ser realista, pois o carro está diferente este ano.”
Antonelli acrescentou: “Com muita evolução na pista, pode ser decisivo sair por último, mas também é preciso evitar ser apanhado por bandeiras vermelhas. Só na qualificação perceberemos o melhor momento para atacar.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA











