George Russell tentou ultrapassar Oscar Piastri na chicane do traçado de Suzuka, na fase final do Grande Prémio do Japão, resultando num contacto entre os dois pilotos e na análise por parte do Colégio de Comissários Desportivos da FIA para perceber se o piloto australiano tinha sido empurrado para fora de pista nessa situação. No entanto, foi decidido que o piloto britânico não deveria ser penalizado.
No documento da FIA, os comissários fazem saber que não houve qualquer decisão no sentido de penalizar Russell, dando como certo que o britânico da Mercedes “não ‘mergulhou’ e estava em controlo à entrada da curva 16”, com o “o eixo dianteiro” à frente dos espelhos retrovisores McLaren MCl38 de Piastri e de “acordo com as normas de condução”, tinha direito a ter espaço para tentar a manobra. No entanto, “o carro 63 [Mercedes] bateu no corretor interior e colidiu com o carro 81 [Oscar Piastri]. Ainda segundo o mesmo documento, ficou comprovado que, quando o piloto da McLaren sentiu o impacto, “tomou medidas evasivas, conduzindo para fora da pista, em vez de se arriscar a outra colisão com consequências talvez mais graves”.
Os comissários esclareceram que Russell deixou “espaço suficiente à saída da curva 16 para que o carro 81 pudesse fazer a curva mantendo-se em pista” e também que Piastri “cortou a chicane e regressou em segurança à pista à frente do carro 63”. Sendo as normas “omissas quanto à ação exigida a um piloto que sai da pista para evitar uma colisão ou é forçado a sair, regressa em segurança à pista e mantém a sua posição”. Os comissários da FIA sublinham que esse não é “um ponto determinante” para a sua decisão, mas fazem notar “que tanto os pilotos como os representantes das equipas concordaram que este incidente não justificava a imposição de qualquer penalização”.
Assim, não há qualquer consequência na classificação do Grande Prémio do Japão, mantendo Russell o sétimo posto, que conseguiu obter depois deste episódio, enquanto Piastri confirma o oitavo posto.
Foto: LAT Images











