A estratégia da Renault no último GP da Alemanha deu que falar. Por um lado a Renault insistiu para que se trocassem apenas os componentes necessários (MGU-K, a unidade de controlo electrónico e o sistema de armazenamento de energia), enquanto a Red Bull queria que os franceses trocassem a unidade completa pois Ricciardo já ia sair do fim da grelha com as troca dos três componentes acima indicados e a troca da unidade completa não iria trazer mais penalizações.
A Renault não trocou a unidade sob o pretexto que a “Versão A” usada até ao Mónaco e a “Versão B” introduzida no Canadá tinham ainda margem para fazer os quilómetros suficientes para aguentar até a introdução da “Versão C”, ainda sem data para ser introduzida.
No entanto, para mal da Renault e irritação da Red Bull, o motor de Ricciardo cedeu na Alemanha, o que implica que na prova húngara usará a “Versão A” e estão mais penalizações a caminho. Mais ainda, não é certo que a Versão A aguente até a introdução da Versão C. Resumindo a Red Bull, e principalmente Ricciardo, ficaram a perder com a decisão da Renault.
Cyril Abiteboul explicou a situação:
“No momento em que tivemos que tomar uma decisão, não havia razões para introduzir um novo motor”, disse ao site motorsport.com. “Entretanto tivemos aquela falha, desmontamos o motor, inspeccionamos a unidade, e é a primeira vez que tivemos uma falha deste tipo. Pode ser um defeito vindo de um fornecedor, mas ainda não está totalmente confirmado neste momento. Com as informações que tínhamos na época, tomamos a decisão certa.”
A Renault afirma que a Versão C da unidade motriz será um passo em frente significativo e que valerá a pena esperar pelas nova unidade. Para Ricciardo quanto mais cedo essa versão ficar pronta melhor pois as próximas provas serão Spa e Monza, dois dos mais duros testes para os motores.











