Grande surpresa na qualificação do GP da Hungria com a primeira pole position da carreira de George Russell (Mercedes F1 W13/Mercedes). Num fim de semana em que qualquer dos Mercedes ainda não tinha feito melhor que a quinta posição nas várias sessões, só pode ter sido com surpresa que se viu o inglês a ‘roubar’ a pole aos Ferrari, que todos pensávamos ir ficar com a pole num dos seus pilotos. Russell alcançou a sua primeira pole position na F1 com a sua última volta de sonho, batendo Carlos Sainz por 0,044s.
A Mercedes ainda não tinha arrancado na primeira fila antes deste fim-de-semana em 2022
Ainda assim, altos e baixos na Mercedes já que Lewis Hamilton (Mercedes F1 W13/Mercedes) teve problemas com o seu DRS durante a sua derradeira tentativa e só conseguiu o sétimo lugar na grelha.
Ferrari bem posicionada
Seja como for, perder a pole para a Mercedes não foi dramático para a Ferrari. Carlos Sainz (Ferrari F1-75) foi segundo na frente de Charles Leclerc (Ferrari F1-75), partem da 1ª e 2ª linha da grelha enquanto o melhor dos Red Bull arranca de 10º.
Como se percebe, Charles Leclerc é terceiro mas tem aqui uma bela hipótese de ganhar bons pontos a Max Verstappen, embora este seja bem capaz de converter o seu 10º lugar em algo bem melhor.
Só problemas na Red Bull
Max Verstappen (Red Bull RB18) teve problemas de motor e não foi além do 10º lugar na grelha, Sergio Perez (Red Bull RB18) foi eliminado na Q2 e parte de 11º Foi uma sessão para esquecer da Red Bull. Com os problemas de motor, Max Verstappen foi incapaz de dar uma volta adequada e o 10º lugar foi o possível. Antes na Q3, do que os problemas sucederem na Q1. Um erro na primeira tentativa na Q3 deixou Verstappen sob pressão, mas uma perda de potência não lhe deu sequer hipóteses de ir à luta.
Quanto a Pérez, esteve mal, viu a sua primeira volta da Q2 eliminada, antes de ser reintegrada, mas a sua última tentativa foi má, muito pelo facto de ter apanhado Kevin Magnussen na entrada da Curva 2.
McLaren confirma melhorias
Na McLaren confirma-se as melhorias com as atualizações trazidas para a Hungria. Lando Norris (McLaren MCL36/Mercedes) foi quarto, posição que iguala o 4º posto da Austrália, a melhor do ano até aqui. Já Daniel Ricciardo (McLaren MCL36/Mercedes) foi nono, melhor só na Austrália e Imola (foi 9º em França, Canadá e Espanha). Deixou os dois Alpine à sua frente, o que não é bom para a equipa. E ficou a mais de meio segundo de Lando Norris. Nada de novo.
Alpine pressiona McLaren
Esteban Ocon (Alpine A522/Renault) foi quinto imediatamente na frente de Fernando Alonso (Alpine A522/Renault). Ambos ficaram na frente do segundo McLaren, e logo atrás do primeiro. Em teoria, a equipa pode elaborar estratégias que Norris não consegue cobrir sozinho. De resto, não é de estranhar o bom andamento de Esteban Ocon nesta pista onde tem excelente memória. Venceu ali no ano passado.
Valtteri Bottas (Alfa Romeo C42/Ferrari) foi oitavo e ‘devolveu’ a Alfa Romeo ao Q3 após uma série de eliminações na Q2. Zhou Gaunyu foi 12º lugar com a equipa bem posicionada para mais um bom resultado.
A AlphaTauri sofreu a sua terceira dupla eliminação da temporada no Q1, ainda que Yuki Tsunoda tenha ficado a 0,035s de um lugar na Q2, enquanto Pierre Gasly foi apenas o 19º mais rápido, o seu pior resultado de qualificação desde o seu sexto fim-de-semana de F1 na Austrália, em 2018.
Nicholas Latifi, que registou os seus primeiros pontos na F1 precisamente no Hungaroring, no ano passado, liderou o TL3, e esteve perto de passar à Q2, o que não conseguiu devido a um erro na última curva, ele que estava a fazer parciais suficientes para passar à Q2 pela segunda vez este ano.










