GP EUA F1: Temperaturas mais baixas permitiram estratégias mais arriscadas
A estratégia acabou por ter um peso preponderante no GP dos EUA. O que inicialmente parecia ser uma corrida onde os pneus duros teriam protagonismo, acabou com os médios e os macios a serem as principais escolhas.
As simulações iniciais davam a estratégia médios-duros como a mais provável para boa parte do pelotão, mas as temperaturas mais baixas de domingo, o que alterou o cenário. Os pneus médios passaram a ser as estrelas e os macios cumpriram a sua função, com os duros a não darem a performance desejada.

No final da corrida, Mario Isola, diretor para o Motorsport da Pirelli, explicou o que sucedeu durante a corrida:
“Hoje, as equipas decidiram manter as suas opções em aberto no arranque, utilizando principalmente o pneu médio na grelha, que é o ponto de partida mais flexível para uma série de estratégias diferentes. [Charles] Leclerc destacou-se entre os 10 primeiros, sendo o único piloto a optar pelos macios, o que lhe deu uma vantagem inicial de aderência que valeu a pena.
O período inicial do VSC permitiu algumas voltas extra tanto com os macios como com os médios, com o composto médio, em particular, a mostrar uma consistência talvez maior do que a prevista. Uma influência positiva nisso foi a temperatura do asfalto, que estava mais baixa do que ontem [sábado], e a evolução da pista. Estes fatores combinados permitiram que o primeiro stint fosse estendido o mais possível.
Como resultado, as estratégias médio-duras inicialmente previstas transformaram-se inevitavelmente numa estratégia teoricamente mais audaciosa quando a metade da corrida foi atingida. Uma sucessão de paragens nas boxes por volta da volta 30 viu os pneus vermelhos serem utilizados no stint final em quase todos os carros.
Com os pneus traseiros a não atingirem o desgaste máximo, os pilotos conseguiram manter um ritmo competitivo sem terem de os gerir, também graças às afinações selecionadas pelas equipas. Parabéns a Max Verstappen, que continua a lutar pelo título, e a Charles Leclerc por ter escolhido uma estratégia diferente para subir ao pódio.”

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