George Russell lamentou a falta de ação nas corridas de Fórmula 1, afirmando que o desporto se tornou excessivamente dependente da qualificação e da partida. O piloto da Mercedes, que terminou o Grande Prémio dos Estados Unidos em sexto lugar, considerou que as dificuldades em ultrapassar e a reduzida degradação dos pneus tornaram as corridas procissões previsíveis.
Russell partiu de quarto, mas perdeu duas posições logo na primeira curva, após ficar bloqueado atrás de Lando Norris e Max Verstappen, o que permitiu a Lewis Hamilton e Oscar Piastri ultrapassá-lo. A partir daí, explicou, foi impossível recuperar terreno: “Neste momento, na Fórmula 1, é uma corrida até à Curva 1. Depois disso, tudo fica decidido.”
“Precisas de meio segundo de vantagem para passar”
O britânico destacou a falta de degradação dos pneus e a escassa diferença de ritmo entre os carros da frente — cerca de três décimos de segundo entre o mais rápido e o mais lento do top 6 — como fatores que dificultam as ultrapassagens. “Normalmente precisas de meio segundo de vantagem para passar. Se tivesse saído da Curva 1 em terceiro, teria terminado no pódio; mas saí em sexto e acabei em sexto.”
O piloto acrescentou que as corridas tornaram-se excessivamente dependentes do desempenho em qualificação, com margens mínimas a determinar resultados. “Se tivesse sido 20 milissegundos mais rápido na qualificação, estaria na primeira linha e provavelmente teria acabado em segundo. A qualificação é crucial, tal como a partida. Já nem me lembro da última corrida com duas paragens.”
Russell, que venceu a ronda anterior em Singapura, acredita ainda que a Mercedes terá oportunidades competitivas nas provas de Qatar e Las Vegas, embora tudo dependa novamente de um bom desempenho em qualificação.
Suited and booted for the US GP 🇺🇸 pic.twitter.com/bUH6OXDTkN
— Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team (@MercedesAMGF1) October 19, 2025
“Fiz um bom arranque, mas fiquei preso atrás do Lando e o Max defendeu bem” disse Russell. “Isso permitiu que o Lewis e o Oscar me passassem. Foi frustrante, porque hoje em dia é quase impossível recuperar. Na Fórmula 1 atual, tudo se decide na partida e na volta de qualificação. Se acertares a volta, podes manter a posição; se não, ficas preso. As corridas tornaram-se demasiado previsíveis. No Qatar e em Las Vegas teremos boas hipóteses, mas, mais uma vez, tudo dependerá da qualificação.”











