GP Emilia Romagna cancelado devido ao mau tempo

Por a 17 Maio 2023 12:25

A Fórmula 1 confirmou o cancelamento do Grande Prémio da Emilia Romagna devido ao mau tempo que se faz sentir naquela região de Itália. O evento estava a ser afetado desde ontem, principalmente pela inundação do Autódromo Enzo e Dino Ferrari que obrigou à retirada do pessoal que prestava serviço na pista e levou hoje o aviso das autoridades para que os elementos afetos às equipas e outras organizações parceiras da Fórmula 1 não se deslocassem para aquele local.

Em comunicado a Fórmula 1 começa por expressar a sua preocupação com “as pessoas e comunidades afetadas pelos recentes acontecimentos na região da Emilia-Romagna” e também “prestar homenagem ao trabalho dos serviços de emergência que estão a fazer tudo o que podem para ajudar” os muitos que sofrem com as consequências do mau tempo.

“Na sequência de discussões entre a Fórmula 1, o Presidente da FIA, as autoridades competentes, incluindo os ministros relevantes, o Presidente do Automóvel Clube de Itália, o Presidente da Região da Emilia-Romagna, o Presidente da Câmara da cidade e o promotor, foi tomada a decisão de não realizar o fim de semana do Grande Prémio em Imola”, pode ler-se na publicação da Fórmula 1, que acrescenta ainda que “a decisão foi tomada porque não é possível realizar o evento em segurança para os nossos adeptos, as equipas e o nosso pessoal e é a atitude correta e responsável a tomar tendo em conta a situação enfrentada pelas cidades da região. Não seria correto colocar mais pressão sobre as autoridades locais e os serviços de emergência nesta altura difícil”.

O presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, expressou que a sua preocupação e de toda a “família FIA com as pessoas afetadas pela terrível situação na região de Emilia Romagna. A segurança de todos os envolvidos e os esforços de recuperação são a principal prioridade neste momento”.

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13 comentários

  1. F1 FOR FUN

    17 Maio, 2023 at 12:39

    Bem se vê pelo giro de Itália, que a chuva nunca para.

    • Danny Ric Fan Club

      17 Maio, 2023 at 12:49

      Não me fale do Giro! Ainda não recuperei da desistência do Remco Evenepoel. Vamos lá torcer pelo nosso João Almeida!!!

      • F1 FOR FUN

        17 Maio, 2023 at 13:02

        Eu não lamento, pois no ano passado calhou ao nosso João Almeida, as hipóteses para o João aumentaram bastante.

  2. Chicanalysis

    17 Maio, 2023 at 13:25

    Engraçado, nem uma palavra sobre as alterações climáticas. O que vale é que não falta no mundo areia onde se pode alegremente enterrar a cabeça, porque situações destas vão acontecer cada vez mais.

    • F1 FOR FUN

      17 Maio, 2023 at 13:34

      Sabes que na zona de Lisboa e margem sul, a última vez que choveu foi em Dezembro, nem posso considerar como chuva o que caiu nos últimos meses. Já parece um clima tropical em que só chove torrencialmente uma vez por ano.

    • Pity

      17 Maio, 2023 at 13:37

      Verdade. Enquanto Itália sofre com excesso de chuva, Portugal sobre com falta dela, e a tendência é para estas situações se tornarem recorrentes.

      • jo baue

        17 Maio, 2023 at 17:10

        É o contrário: Itália, como Portugal, sofre com a falta dela. A começar pelo norte, tanto que nesta região, a que pertence Imola, 21 rios já transbordaram, fora o Santerno que se vê nas imagens do autódromo, precisamente porque esses solos têm uma muito reduzida capacidade de infiltração.
        E reparem, os serviços de meteorologia da Aeronáutica Militar registaram 330 mm de chuva em 36 horas. Some-se 200 mm em 48 horas há 15 dias, e temos que caiu metade da chuva que historicamente cai em 1 ano ( média de 30 anos)… Para dar uma ideia, 1 mm de chuva equivale a 1 l de água por m2.

        • Pity

          17 Maio, 2023 at 17:54

          O grande problema é que já não chove como antigamente, chuva moderada ao longo do inverno e primavera. As alterações climáticas dão nisto, longos períodos de seca e curtos de chuva torrencial, que os solos não conseguem reter. Os solos até poderão ter muita capacidade de absorção, mas aos poucos, não tudo de uma vez.

          • jo baue

            17 Maio, 2023 at 19:04

            Já agora: E a neve dos Alpes era, e deveria continuar a ser, a reserva estratégica de água nesse território. Na Primavera derrete e vai alimentar os campos e vales precisamente no momento em q termina estação chuvosa. O q não sucede há 2 anos. E se lembrarmos, por exemplo, que Itália é o 1° produtor de arroz na UE , representa 50% concentrado em 3 regiões do Norte , não será surpresa (mais um..)a subida de preços nos supermercados.

          • Pity

            17 Maio, 2023 at 19:51

            Já aprendi qualquer coisa hoje. Desconhecia a importância da produção de arroz em Itália, um país mais conhecido pela massa.

          • jo baue

            17 Maio, 2023 at 21:58

            E muito presente nos pratos do norte, especialmente na Lombardia.
            Podemos dizer que ali o arroz nasce na água, e morre no vinho, pois muitos risotti são cozinhados no vinho, que vem das vinhas ali mesmo ao lado

    • Chicanalysis

      17 Maio, 2023 at 21:40

      A avaliar pelo sobe e desce dos votos neste comentário dá para perceber que os votos negativos estão praticamente emparelhados com os positivos. É triste que ainda exista gente tão…nem sei que termo usar, patética, talvez.
      Ainda não compreenderam que o seu negacionismo e aversão á mudança acabará por ter como resultado uma cada vez maior frequência de situações deste tipo (a “não corrida” de spa devido á chuva foi outro caso ). Apesar das evidências, (de que a F1 é um exemplo minúsculo do que se passa no mundo) insistem na importância do rugido dos motores e no cheiro a gasolina para continuar a defender a dependência da modalidade perante as petrolíferas, ao ponto de acharem aceitável que o próximo regulamento de mantenha o uso de motores de combustão sob a farsa de combustíveis alegadamente limpos, que são tudo menos isso, mas desmontar aqui essa falácia ia dar muito trabalho e seria inútil, de qualquer forma.

  3. gearless02

    18 Maio, 2023 at 9:43

    Mas trocar uma falácia por outra falácia também não interessa discutir…

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