GP dos Países Baixos: Os destaques da corrida

Por a 4 Setembro 2022 16:40

Max Verstappen conquistou a 10 ª vitória do ano, a 30ª da sua carreira, em casa, frente ao seu público. Em mais uma demonstração de força, não tão superlativa como a que vimos em Spa, mas ainda assim notável, a Red Bull jogou todas as cartas certas e venceu uma corrida que se podia ter complicado.

Verstappen foi novamente destaque pela vitória e pela forma como se impôs. O ritmo do neerlandês foi sempre bom e mesmo que a sua liderança tenha sido questionada várias vezes pela Mercedes, conseguiu sempre encontrar as respostas certas, tal como a sua equipa. A estratégia foi importante nesta tarde e a Red Bull não facilitou, apesar dos desafios da Mercedes. Verstappen fez o resto, beneficiando também de alguma sorte nas interrupções. Mas em ritmo puro, o #1 esteve sempre na frente. Sergio Pérez confirmou os problemas que vimos ao longo do fim de semana. Com um ritmo inferior ao de Verstappen, lutou como pôde pelo melhor lugar possível, mas esteve sempre afastado da discussão pela vitória, ainda longe de se entender com a sua máquina.

Da Mercedes veio o exemplo de como se pode fazer muito, com menos. O W13, apesar de ter estado competitivo e rápido ao longo da corrida, esteve sempre um furo abaixo do RB18, pelo que era preciso jogar a estratégia com inteligência. Foi o que a Mercedes fez, começando com médios e surpreendendo com o bom ritmo nos duros, o que deixou a Red Bull de sobreaviso. O último Safety Car estragou as contas da Mercedes, mas foi uma jogada bem orquestrada. Lewis Hamilton ficou descontente com a decisão da equipa em deixá-lo em pista com pneus médios contra os macios de Verstappen, mas depois da última interrupção a vitória parecia uma miragem. Russell beneficiou de estar em segundo e ele próprio pediu macios, o que jogou a favor do seu segundo lugar. A reação de Hamilton no final poderá dar que falar.

A Ferrari conseguiu um pódio mas não evitou os erros. A paragem de Carlos Sainz de mais de 12 segundos, quando faltava um pneu para a troca é mais um sinal de uma equipa sobre brasas, que não consegue afastar-se da pressão. De resto, a Ferrari não respondeu afirmativamente ao desafio estratégico da Mercedes e não fossem as interrupções, o resultado podia não ter sido tão lisonjeiro. Charles Leclerc foi terceiro, numa corrida algo sem sabor e Sainz foi penalizado por um unsafe release e caiu para oitavo. Um dia cinzento para a Scuderia.

A Alpine fez uma grande recuperação depois da desilusão de ontem na qualificação. Fernando Alonso foi sexto e conseguiu levar a melhor sobre Lando Norris, com quem lutou durante várias voltas. A velocidade do Alpine foi evidente e Alonso tirou partido disso para conseguir mais um bom resultado, para Aston Martin ver. Esteban Ocon não foi tão vistoso nem eficiente na sua recuperação, mas conseguiu terminar nos pontos o que foi muito positivo.

Lando Norris voltou a ser o “abono de família” da McLaren. Com um bom andamento, apesar de não ser suficiente para os Alpine, conseguiu pontos importantes, mas fica no ar a ideia que a McLaren estagnou e não dá sinais de melhorar. Já Daniel Ricciardo… não vale a pena falar mais. Uma sombra do que já foi, sem ritmo e com um resultado deprimente.

Lance Stroll fez uma boa corrida hoje pela Aston Martin. Excelente ritmo, conseguiu conquistar pontos importantes para a sua equipa, depois de uma boa prestação em que a presença no top 10 pareceu sempre uma forte possibilidade, dando algum alento à equipa que tem melhorado, mas ainda não encontrou o segredo de ser mais competitiva nas qualificações. Sebastian Vettel andou em algumas lutas, mas nunca pareceu em posição de chegar aos pontos e acabou por ser penalizado por ignorar bandeiras azuis. Terminou no 14º lugar.

A Alpha Tauri teve mais uma tarde negativa, Pierre Gasly não conseguiu progredir na tabela e a corrida de Yuki Tsunoda ficou comprometida com um problema no diferencial. O que parecia uma roda mal apertada, quase se transformou num episódio caricato, mas o piloto japonês tinha razão no que sentia e desistiu. Mais uma corrida a zeros.

A Haas desiludiu. Esperava-se que pudesse lutar por pontos, mas a corrida de Kevin Magnussen ficou logo comprometida no arranque (mais uma vez) e Mick Schumacher nunca mostrou andamento para conseguir manter-se no top 10. Também fraca foi a corrida da Alfa Romeo, com a penalização de Zhou Guanyu e a desistência de Valtteri Bottas a impossibilitar o que parecia pouco provável… um bom resultado. A Williams não conseguiu surpreender. Alex Albon até deu bons sinais no sábado, mas na corrida não teve capacidade para mais do que um 12º, mas venceu na luta interna frente a Nicholas Latifi que continua longe dos pontos e das boas prestações.

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