O GP dos EUA foi um dos melhores espetáculos do ano. A pista americana de Austin tem um traçado que favorece as corridas e as lutas roda com roda e pudemos assistir a uma grande prova de F1. Eis as nossas escolhas para os cinco melhores.
Max Verstappen
13ª vitória de Max Verstappen em 2022. O recorde de Sebastian Vettel e Michael Schumacher igualado, com mais três hipóteses de se colocar como o piloto com mais vitórias numa época. Verstappen está em grande forma, tal como o seu RB18 e desde o GP da Áustria (11ª jornada) que vence, excetuando Singapura. São oito vitórias em nove corridas, numa época soberba do neerlandês. Nem uma paragem desastrosa que lhe custou 11 segundos impediu que terminasse no primeiro lugar. 2022 é definitivamente o ano de Verstappen.
Sebastian Vettel
Que corrida do piloto alemão! Se já sabíamos que vamos ter saudades de Vettel fora de pista com o seu humor e a sua postura, ontem lembramos que Vettel não é quatro vezes campeão do mundo por acaso. Uma corrida excelente, com manobras fantásticas que fizeram vibrar o público e o piloto. Foi uma pena que a sua paragem mal conseguida nas boxes impedisse de angariar mais pontos, mas Vettel foi o grande animador e mostrou que tinha ainda muito para dar à F1. Quem festeja daquela forma um sétimo lugar ainda está apaixonado pelas corridas.
Fernando Alonso
Já não há adjetivos para Alonso. Mais uma corrida em que mostrou que é dos melhores apesar dos 41 anos. A fome de vitórias, a garra e o talento são ingredientes que tornam o experiente espanhol num animal feroz em pista. Alonso fez mais um pequeno milagre e com um carro que levantou voo conseguiu sair da cauda do pelotão para regressar aos pontos. Não arrecadou os pontos que merecia, mas fica na história mais uma grande recuperação de um dos maiores talentos de sempre da F1. As estatísticas nunca lhe farão inteira justiça, mas as imagens como as de Austin sim.
Lewis Hamilton
O campeão voltou. Numa pista onde o piloto faz a diferença e onde a forma mais rápida de fazer a volta é ter um carro com uma frente muito positiva, com o piloto a lidar com a traseira da melhor forma, Hamilton mostrou toda a sua classe. Não deixou escapar Verstappen na primeira metade da corrida e quando a Mercedes tentou o undercut, respondeu à altura. Não tinha carro para mais e na luta com Verstappen escolheu não exagerar, mostrando classe e ponderação. A melhor exibição do ano? Talvez. A exibição que mais se aproximou do Hamilton que vimos durante a primeira era híbrida? Sem dúvida.
Kevin Magnussen
Kevin Magnussen é um dos melhores pilotos da grelha. Após ter sido prejudicado no arranque com o incidente de Carlos Sainz, Magnussen foi o único a arriscar uma paragem, apenas o que fez com sucesso. Fez 18 voltas com os pneus duros e aguentou os pneus médios durante 38 voltas, o que lhe valeu um lugar nos pontos. A estratégia foi ousada, mas dependeu do talento de Magnussen que mais uma vez mostrou poder ter andando por outros voos, caso a sua carreira tivesse um pouco mais de sorte.












