Tal como sucedeu na Áustria, o simples facto de haver muita luta na frente da corrida, na fase inicial, pode levar a que as estratégias mudem. Como vimos da última vez no Red Bull Ring, por vezes o ritmo de um carro ‘perseguidor’ pode forçar os pilotos a tirar mais dos seus pneus, ou uma equipa pode estar a ‘lutar’ para gerir os seus Pirelli um pouco mais em geral, pelo que existe claramente a opção de duas paragens.
Há duas estratégias que podem surgir no caso das equipas que não sejam capazes de fazer com que os pneus durem apenas com uma paragem.
Isso significa começar com os pneus médios e rodar um número semelhante de voltas antes da primeira paragem nas boxes. Com uma janela de abertura das boxes entre a volta 13 e a volta 20, há muita variação para permitir aos pilotos terem um primeiro stint mais agressivo se necessário, e depois, em ambas as estratégias mudarem para o composto duro e para novo stint com o médio.
Mas é aqui que as duas escolhas divergem, e tudo depende dos compostos dos pneus que um piloto deixou disponíveis para a corrida.
Para qualquer piloto com dois conjuntos de médios disponíveis – ou seja, Charles Leclerc, Carlos Sainz, Alex Albon e Nicholas Latifi – o stint de médios precisa de os levar pelo menos até à volta 34 (mas idealmente mais perto da volta 40) antes de poderem regressar aos médios para o stint final. Fazer isto também abre a possibilidade de prolongar esse segundo stint até ao final da corrida, desde que o stint de abertura não tenha sido muito curto.
Para o resto dos pilotos com dois conjuntos de pneus duros disponíveis – Red Bull, Mercedes, Alpine, Alfa Romeo, Haas e Lando Norris – provavelmente o stint final será no composto duro. Isso deixa-lhes uma janela entre a volta 31 e 37 para fazer a segunda paragem, embora possa ser mais ampla dada a vida útil do pneu duro. São muito mais curiosas do que habitualmente as estratégias para este fim de semana…
Mario Isola, diretor da Pirelli, resume tudo da melhor forma: “No papel, uma paragem dos médios para os duros é teoricamente a estratégia mais rápida, mas continuo a pensar que a maioria das equipas terá como objectivo duas paragens, muito provavelmente utilizando os médios e os pneus duros. É interessante notar que, entre os primeiros, Leclerc é o único a ter um conjunto de pneus duros e dois conjuntos de pneus médios para a corrida: os seus rivais directos têm na sua maioria dois conjuntos de duros e apenas um conjunto de pneus médios. Portanto, é provável que vejamos algumas estratégias diferentes, em condições que serão talvez mais quentes do que hoje”.











