GP de Espanha F1: as possíveis estratégias…
Neste fim de semana, a McLaren tem demonstrado grande confiança e confirmou isso no sábado, quando Oscar Piastri e Lando Norris garantiram a primeira fila na grelha em Barcelona — algo que não acontecia desde 1998. No entanto, a corrida não será decidido na qualificação e promete ser longa e definida pela estratégia.
Embora historicamente largar na pole em Barcelona tenha sido vantajoso, nos últimos anos a vitória tem dependido mais da tática do que outra coisa qualquer. A corrida costuma ter várias paragens devido à habitual alta degradação dos pneus, e estratégias bem executadas fazem mais diferença do que a posição de arranque.
Em 2024, mesmo com o alto desgaste, o pneu duro (C1) teve pouco uso por oferecer pouco desempenho. A maioria dos pilotos utilizou a estratégia soft>médio>soft. Verstappen venceu com esse plano, enquanto Norris (P2) ganhou vantagem ao prolongar o seu primeiro stint. Russell, Sainz, Gasly e Ocon usaram a combinação soft>médio>duro. Pérez foi o único entre os que pontuaram a fazer três paragens. Em resumo: no GP da Espanha, a estratégia certa é mais importante do que largar na frente.
Por isso, qual é a estratégia mais rápida para este ano? Os stints longos de sexta-feira indicaram que o pneu duro continua com pouca aderência e equilíbrio, enquanto os compostos médio e macio parecem melhores para a corrida. Segundo Mario Isola, diretor da Pirelli, o duro sofre sobreaquecimento semelhante ao médio, mas com menos aderência. Assim, a estratégia macio > médio > macio continua a ser a mais eficaz, com janelas ideais de pit stops entre as voltas 13-19 e 42-48.
Já a maioria dos pilotos do top 10 tem apenas um jogo de médio e um de duro, o que os limita a essa estratégia principal. No entanto, se o desgaste do macio for maior que o previsto ou se o undercut cedo se mostrar muito vantajoso, pode-se trocar o segundo stint com macios por duros, fazendo a estratégia macio > médio > duro, com paragens ideais entre as voltas 10-16 e 32-38. O duro não é muito rápido, mas dura bastante.
Charles Leclerc, por outro lado, tem uma vantagem: é o único do top 10 com dois jogos de pneus médios. Isso permite-lhe antecipar a segunda paragem e tentar um undercut agressivo, com janelas ideais entre as voltas 36-42. Os dois pilotos da Haas também têm essa mesma opção.
E quanto à segunda metade da grelha? Normalmente se fala em estratégias ousadas de uma parada, mas, devido ao calor, ao asfalto abrasivo e às curvas rápidas que exigem muito dos pneus, essa opção não parece viável. A estratégia de três paragens também é considerada lenta demais.
Assim, alguns pilotos podem tentar algo diferente apenas na esperança de que a corrida mude a seu favor. A melhor alternativa para quem larga de trás é a estratégia médio > duro > macio, com o primeiro stint entre as voltas 16-22, um segundo stint longo até as voltas 47-53, e um sprint final com pneus macios. Embora arriscada, pode ser uma opção para Yuki Tsunoda (que larga em último) ou Carlos Sainz, que larga um pouco à frente e terá apoio da torcida local.
Quanto ao clima, a previsão indica uma corrida seca, sem chance de chuva — o mesmo foi dito para a classificação, e acertou. Os fatores climáticos mais relevantes serão o calor e o vento. A temperatura da pista deve chegar a 48°C, o que acelera o desgaste dos pneus. O vento sul, com rajadas de até 35-40 km/h, pode atrapalhar os pilotos, especialmente nas curvas rápidas à direita, onde o vento de cauda reduz a estabilidade — o oposto do que os engenheiros querem quando pedem cuidado para não desgastar os pneus traseiros com derrapagens.
FOTO MPSA/Phillippe Nanchino
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