Vitória de fio a pavio do novo tricampeão do Mundo de Fórmula 1. Max Verstappen teve em Oscar Piastri o seu maior adversário, mas mesmo assim sempre a uma distância confortável, comprovando mais uma vez o seu domínio no contexto atual da disciplina.
A McLaren alcançou um novo duplo pódio, depois de Oscar Piastri ter alcançado o segundo posto aproveitando o contacto entre os dois pilotos da Mercedes logo nos primeiros metros da corrida e daí mais não saiu, enquanto Lando Norris conseguiu recuperar algumas posições, com um ritmo alto durante toda a corrida, alcançando a terceira posição final. O piloto britânico pediu à equipa para deixar que os dois pilotos da McLaren discutissem o segundo lugar, uma vez que tinham alguma vantagem para George Russell – que fez uma recuperação fantástica depois de envolvido no acidente na volta de abertura com o seu companheiro de equipa – mas a equipa preferiu manter as posições como estavam.
Os dois pilotos terminaram separados por cerca de um segundo, com vantagem para o vencedor da corrida Sprint.
A corrida ficou marcada pelas penalizações devido a excessos de limites de pista, além do facto da limitação do número de voltas por cada jogo de pneus, mas também pelo contacto entre os dois Mercedes logo nos primeiros metros da corrida. Fez lembrar alguns momentos antigos da equipa de Brackley, mas Lewis Hamilton fez questão de assumir a responsabilidade do acidente, enquanto Russell assumiu uma postura excecional no W14, para somar bons pontos pelo quarto lugar final.
Charles Leclerc, com uma corrida discreta mas sólida, alcançou o quinto posto, tendo tido a concorrência durante parte da corrida de Fernando Alonso. No entanto, o piloto espanhol da Aston Martin sofreu uma saída de pista depois de perder o controlo da traseira do AMR23, perdendo a posição para o monegasco e com uma situação de regresso ao asfalto que será investigado pelos comissários da FIA após a corrida.
Pela negativa, Sergio Pérez foi penalizado por duas vezes depois de ultrapassar várias vezes os limites de pista, não indo além do 10º posto da classificação, beneficiando ainda da penalização nas últimas voltas a Pierre Gasly, que perdeu dessa forma um lugar pontuável. Nas posições acima do piloto mexicano ficaram Esteban Ocon (7º), que arriscou em algumas ultrapassagens e foi agressivo q.b. durante a prova no Catar somando bons pontos para a Alpine, e Valtteri Bottas. O piloto finlandês assumiu-se como um dos candidatos aos pontos desde o início da corrida e tirou partido da confusão com as muitas paragens nas boxes – obrigatórias pelas medidas de segurança que a FIA impos para o GP do Catar – para terminar no oitavo posto. Também Zhou Guanyu somou pontos na corrida no circuito de Losail, numa boa operação da Sauber/Alfa Romeo, depois do piloto chinês terminar na nona posição, imediatamente atrás do seu companheiro de equipa.
Lewis Hamilton e Logan Sargeant foram os únicos pilotos a abandonar a corrida, enquanto Carlos Sainz nem sequer esteve à partida, depois da Ferrari não ter conseguido solucionar uma fuga de combustível instantes antes do pitlane abrir para os carros se dirigirem para a grelha de partida.
O piloto britânico ficou muito mal na fotografia no acidente com George Russeell, que resultou na sua desistência. Sargeant sentiu-se mal durante a prova e teve de parar na garagem, não precisando de assistência médica, segundo a Sky.

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Uma das maiores dúvidas em relação à corrida de hoje centrava-se no número de paragens que cada piloto teria de efetuar. Realmente, os limites de pista foram sempre muito importantes durante todo o fim de semana, quer fosse pelas muitas penalizações que ocorreram durante as 57 voltas do Grande Prémio, como com o que se passou antes e que levou a FIA a adotar medidas de exceção para manter os pilotos em segurança.
A corrida começou com o toque entre Hamilton e Russell. O piloto britânico mais velho pressionou o seu companheiro de equipa, que sem espaço tocou no carro de Hamilton e levou à saída de pista de ambos. O 44 ficou preso na gravilha, enquanto Russell teve de esperar para passar todo o pelotão e regressou à pista. Parou no final da primeira volta para trocar a asa dianteira e os pneus. Depois disso, e de uma comunicação à distância de Toto Woll, Russell fez uma prova soberba, alcançado posições pontuáveis ainda numa fase prematura.
Durante o período de Safety Car que se seguiu ao acidente de Hamilton e Russell, os pilotos da frente não pararam nas boxes, apenas alguns mais atrasados na classificação. Entretanto, Oscar Piastri tinha alcançado o segundo lugar e Fernando Alonso o terceiro, ultrapassando Charles Leclerc, que seguia com Esteban Ocon na sua traseira.
Oscar Piastri continuava na perseguição a Max Verstappen após as primeiras paragens e a meio da corrida, mas o líder da classificação tinha mantido uma distância confortável para o seu perseguidor. Fernando Alonso era já o terceiro classificado de uma corrida em que as paragens por causa da limitação de voltas nos pneus alteravam o figurino da classificação quase de volta para volta. Eram muitas as ultrapassagens e as lutas por posições com manobras bonitas entre os pilotos, um pouco mascaradas com tantos problemas para manterem os carros dentro dos limites de pista.
Com muitas paragens pelo meio da corrida, Alonso e Leclerc discutiram o quarto posto da classificação, já depois de Lando Norris ter alcançado as posições de pódio. No entanto, a Mercedes pensava ser possível alcançar o quarto posto da classificação, logo atrás de Max Verstappen e dos dois McLaren, batendo dessa forma Alonso. Até que na volta 33, o espanhol saiu de pista e perdeu a posição para Leclerc e ficou pressionado por Bottas.
Russell continuava nas posições cimeiras, mas o trio da frente estava isolado, com uma vantagem confortável de Verstappen neste particular. Restava ao britânico da Mercedes conseguir manter-se na frente de Leclerc no final da corrida, o que acabou por acontecer, com uma vantagem de 4.8s.
Até final da corrida, Lando Norris queria que a McLaren deixasse os pilotos discutirem o segundo lugar, mas os seus responsáveis não o permitiram, para não encorajar Russell.
Mais atrás a luta entre Pérez e Gasly foi interessante, mas o francês cometeu alguns erros e saiu de pista durante uma manobra, levando-o a ser penalizado, perdendo desta forma um potencial top 10.







