Segunda vitória do ano de George Russell, 3ª da sua carreira, terceira vitória em 4 corridas para a Mercedes, e de 4 motores Mercedes em 4 corridas.
Fantástica exibição dos Mercedes numa corrida marcada por grande jogo estratégico.
Depois da dobradinha da McLaren na Hungria, agora foi a vez da Mercedes na Bélgica.
A Mercedes voltou a mostrar que cresceu muito esta época e obteve em Spa-Francorchamps uma fantástica vitória, maioritariamente baseada na estratégia, e claro, no bom andamento do seu W15, que está neste momento numa janela de competitividade que permite aos seus pilotos ajustar as suas estratégias.
Grande jogo de estratégia que começou com a permanência em pista de Carlos Sainz com pneus duros, permitindo-lhe colocar médios e ficar muito mais tempo em pista, mas depois depressa se percebeu que a corrida se iria jogar na estratégia de paragens e pneus usados.
A Mercedes, manteve George Russell em pista, mas com pneus muito desgastados, mas tinha Lewis Hamilton atrás, apesar de Hamilton ter chegado à traseira de Russell, o #44 não arriscou demasiado e a Mercedes obteve uma saborosa dobradinha
Depois do triunfo na Hungria, pódio para Oscar Piastri (McLaren MCL38-Mercedes), que terminou em terceiro.
Toto Wolff chamou ao seu piloto ‘Encantador de Pneus’ e, na verdade esteve aí o segredo da vitória, na forma como o inglês geriu os seus pneus com apenas uma paragem na corrida. Em condições normais, ou na teoria, se preferir, o #44 chegaria a tempo de passar Russell, como chegou, mas o que poucos contavam é que Russell mantivesse alta a competitividade ao ponto de não permitir qualquer veleidade.
A verdade é que a pista, com boa percentagem de asfalto novo na pista, provavelmente ajudou a que os desgaste dos pneus não fosse tão grande e Russell manteve-se confortável até ao fim da corrida.
Lewis Hamilton (Mercedes W15) terminou em segundo, liderou a fase inicial da corrida, ainda que com menos de um segundo para Leclerc, aumentou um pouco a margem, mas quando foi pela primeira vez às boxes regressa em 3º, voltou às boxes na volta 26, e depois de todos os carros a frente terem feito o mesmo, ficou atrás de Russell, longe, porque Russell só fez uma paragem, mas foi recuperando a pouco e pouco, não conseguido melhor do que terminar a meio segundo do seu colega de equipa.
Grande terceiro lugar de Oscar Piastri (McLaren MCL38-Mercedes), que chegou bem perto dos dois Mercedes, mas já não teve tempo para mais. Depois de partir de 5º, na volta 13 passou Perez, foi às boxes volta 25, caiu para 7º onde fez uma má paragem, caindo para 4º.
Mas Piastri ultrapassou a sua paragem má nas boxes e, mas depressa voltou ao ritmo, na volta 35 tentou passar Leclerc, concretizando a manobra uma volta depois, ficou a 5.480s de Russell, mas só conseguiu chegar à traseira do Mercedes de Hamilton.
Charles Leclerc (Ferrari SF-24) terminou em quarto, chegou a rodar em segundo, mas claramente os Ferrari não tiveram andamento para mais, nem para os McLaren, muito menos para os Mercedes, desta feita a Ferrari arriscou bem nas estratégias, mas o ritmo em pista não permitiu melhor. O monegasco repetiu o 4º lugar da Hungria, que ao fim ao cabo é o seu melhor resultado desde o triunfo no Mónaco.
Quinto lugar para Max Verstappen(Red Bull RB20/Honda RBPT), posição que, estranhamente ou nem por isso, tem sido a regra nas últimas quatro corridas em que terminou nessa posição por três vezes, sendo segundo na outra. Já não restam dúvidas que o Red Bull já não é o melhor carro, e neste momento a sensação é que os vencedores vão ser encontrados com uma indefinição que já não se via há muitos anos na F1. Verstappen partiu de 11º, apesar da pole position, depressa começou a recuperar, mas quando chegou ao 8º lugar, começaram as suas verdadeiras dificuldades. Era 8º após a paragem nas boxes, 7º depois da segunda, trocou de posição facilmente com Sergio Pérez na volta 30 e terminou em quinto, aproveitando o facto de Carlos Sainz ter optado por uma estratégia de tudo ou nada.
Lando Norris (McLaren MCL38-Mercedes) foi sexto, se retirarmos o que se passou na Áustria, obteve o seu pior resultado do ano desde o GP da Arábia Saudita, no início da época, em que foi oitavo. Partiu de 4º, ficou pista em pista enquanto a maioria dos homens da frente foram às boxes, assumiu o 2º lugar atrás de Sainz, foi às boxes na volta 16, caiu para trás de Max Verstappen, na volta 24 falhou uma travagem antes da chicane que antecede a reta da meta, e depois passou o resto da corrida atrás de Verstappen.
Carlos Sainz Jr. (Ferrari SF-24) partiu em sétimo, e terminou em sétimo. Foi o único entre os homens da frente com pneus duros na partida, a ideia era manter-se em pista até perder andamento, liderou a corrida mas na volta 21 foi às boxes, caiu para 8º, mas a estratégia não resultou a fez segunda paragem que o manteve na mesma posição em que começou.
Sergio Pérez (Red Bull RB20/Honda RBPT) partiu em segundo, terminou em oitavo, e só isto chega para definir o que é o mexicano com um Red Bull na mão desde o início do ano. Depois de ter renovado contrato – o que é uma coincidência, claro – apresenta uma sequência de resultados de dois abandonos, 8º, 7º17º, 7º e agora 8º. Mau demais para ser verdade. A única coisa que fez boa, este fim de semana, foi o terceiro lugar na grelha atrás de Verstappen e Leclerc.
Fernando Alonso(Aston Martin AMR24-Mercedes) foi nono e o ‘vencedor’ do 2º pelotão. Excetuando Pérez, é neste momento muito grande a diferença das quatro equipas da frente, Red Bull, McLaren, Mercedes e Ferrari, das restantes. Enquanto estas estão cada vez mais equilibradas, a distância para as seis restantes é maior.
Alonso terminou cerca de 2.5s na frente de Esteban Ocon (Alpine A524 Renault), que fechou o top 10.
Desde Miami, em oito corridas, esta é apenas a terceira vez que Alonso termina nos pontos.
Já Ocon, em 14 corridas, pontuou pela quarta vez, sendo que nesta corrida aproveitou bem a velocidade de ponta do Alpine, mas nada mais podia fazer.
Lance Stroll (Aston Martin AMR24-Mercedes) foi 12º deposi de duas boas corridas a terminar nos pontos.
Daniel Ricciardo (RB VCARB01-Honda) ganhou duas posições durante a corrida, terminou em 11º e ainda só pontuou duas vezes este ano, ao contrário do seu jovem colega de equipa, Yuki Tsunoda (RB VCARB01-Honda), que desta feita foi apenas 17º mas já pontuou sete vezes e tem o dobro dos seus pontos.
Alexander Albon (Williams FW46-Mercedes) foi 13º na frente de Pierre Gasly (Alpine A524 Renault) com Kevin Magnussen(Haas VF-24 Ferrari) a terminar na frente de Valtteri Bottas (Kick Sauber C44-Ferrari).
Seguiram-se Tsunoda, -Logan Sargeant (Williams FW46-Mercedes), Nico Hülkenberg (Haas VF-24 Ferrari) e Zhou Guanyu (Kick Sauber C44-Ferrari) que teve problemas logo na volta e acabou por desistir.
FOTO MPSA/Phillippe Nanchino











